ENEM 2009 - Qual o efeito em nós do "Eles são todos corruptos?"

Enviada em 20/02/2022

A Declaração dos Direitos Universais, de 1948, defende o respeito entre povos de uma mesma nação. Porém, é evidente o cansaço à indignação dos maus costumes. Com isso, a influência da falta de debates, bem como o descaso do Governo a tal problemática colaboram para a manutenção do óbice.

Convém ressaltar, sob essa perspectiva, que a inexistência de discussões está entre as causas do problema. Segundo a escritora Djamilla Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Entretanto, é notório que no Brasil a banalização de atitudes antipáticas e corruptas, quebram esse preceito. Dessa maneira, fica evidente que existem falhas na disseminação de informações sobre os direitos e deveres do Governo em relação a esse empecilho, gerando uma população despreparada para eventuais soluções.

Ademais, a falta de punições para a corrupção generalizada, por parte do Estado, corroboram para essa indignação. Conforme o sociólogo alemão Dahrendo, em seu livro “A Lei e a Ordem”, a anomia é a condição social em que normas reguladoras dos comportamentos das pessoas perdem sua validade. De maneira análoga, nota-se que as leis que regulam meios de fiscalização para a segurança pública encontram-se em estado de anomia. Nesse sentido, percebe-se que tolerar ações de efeito punitivo é um desrespeito colossal e, portanto deve-se ser modificada em todo território brasileiro .

Por isso, é inegável a importância da ética nacional no combate as corrupções. Dessa forma, é irrefutável a ação do Congresso Nacional na elaboração de uma legislação, que reforçe os direitos e deveres da sociedade, por meio de reuniões com especialistas em sociologia e direito, com o fito de mitigar o problema. Assim,o Governo, reverterá o estado de anomia na segurança pública.