ENEM 2010 - O Trabalho na Construção da Dignidade Humana

Enviada em 01/09/2019

A palavra “trabalho”, nos dias atuais, é um conceito grandioso quando se trata da vida de um ser humano. No mundo capitalista em que vivemos conseguir um emprego é de suma importância para a sobrevivência humana, pois quanto mais posses monetárias se têm, mais qualidade de vida se possui, o que deixa o questionamento: por que então trabalhamos para viver e acabamos vivendo para o trabalho? A escravidão é apenas coisa do Brasil antigo? Como podemos construir a dignidade humana em um mundo onde o material é mais importante do que os direitos humanos?

Na Primeira Revolução Industrial com o nascimento das indústrias onde houve o surgimento do emprego, e com isso a sua exploração para que houvesse maiores lucros. Os assalariados trabalhavam em cargas horárias exaustivas, eram mal remunerados e em exerciam sua profissão em condições desumanas. Essa situação fez com que fossem criadas leis trabalhistas para que os proletariados fossem devidamente amparados.

A escravidão contemporânea é muito mais sutil do que achamos, pois a escravidão é vista leigamente apenas a trabalhos braçais forçados, entretanto não é apenas isto. Pois, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) “todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e o serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstancias fora de seu controle.” Art. 23 da Declaração dos Direitos Humanos. Em virtude disso, nas condições de que o nosso país foi o primeiro a assinar o tratado e ter a Declaração dos Direitos Humanos como base para a sua Constituição. Na nossa Republica, o salário mínimo foi estabelecido por lei em 1943, pelo até então atual presidente Getúlio Vargas. Agora em 2019, o salário mínimo estipulado pelo Estado é de R$998,00, mas de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o salário mínimo “necessário” para sustentar uma família é de R$4214,62, ou seja, o valor é mais de quatro vezes maior que o salário nominal vigente.

Concluímos que enquanto não deixarmos de priorizar os bens físicos jamais vamos atingir a dignidade humana. Cabe, principalmente, ao Estado fazer valer sua participação na Organização das nações Unidas e reformar leis trabalhistas que não cumprem os Direitos Humanos básicos para que haja dignidade aos proletariados, bem como maior rigor em fiscalizações trabalhistas.