ENEM 2010 - O Trabalho na Construção da Dignidade Humana
Enviada em 31/08/2019
Dignidade humana no século XXI
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal do Direitos Humanos garante aos indivíduos o direito á liberdade e ao bem-estar social. Entretanto, o preconceito e desigualdade na época atual dificulta o processo de construção da dignidade humana, além de impossibilitar que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletindo na desigualdade social entre homens e mulheres no país. Segundo dados do IBGE, em 2016, 21,5% das mulheres de 25 a 44 anos de idade concluíram o ensino superior contra 15,6% dos homens na mesma faixa etária, mas o rendimento delas equivalia a pouco mais da metade da renda masculina. Diante do exposto, fica claro que por mais que as mulheres estudem mais que os homens, ainda assim recebem menos que eles, e mais, elas passam mais tempo ocupadas com trabalhos domésticos do que os homens.
Faz- se fundamental, ainda, salientar a homofobia como impulsionador da desconstrução da dignidade humana. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, visto que a liquidez do mundo globalizado veio a desorganizar todas as esferas sociais como o amor e a cultura, uma considerável porcentagem da população atual vê com maus olhos o homosexualismo, fazendo com que a liberdade dos homosexuais seja comprimida, sendo até vítimas de preconceito.
Infere-se, portanto, que ainda há obstáculos para garantir a solidificação de políticos que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que, por meio de Organizações Não-Governamentais, tais esteriótipos podem ser desconstruídos mediante a campanhas de conscientização na esfera educacional, tanto no ensino básico, quanto no superior. Dessa forma, o Brasil poderia superar a desigualdade social e as formas de preconceito decorrentes disso, afim de que haja uma igualdade social e estruturação da dignidade humana.