ENEM 2010 - O Trabalho na Construção da Dignidade Humana

Enviada em 21/09/2019

A atual configuração do trabalho, em termos globais, converge para uma flexibilização em sua forma de ser. Entretanto, no Brasil, ainda é constante as reportagens que denunciam a exploração extrema da mão de obra com menor qualificação. Além disso, os altos índices de desemprego em nada contribuem para a construção de uma sociedade igualitária.

A princípio, como leciona o jurista Carlos Ayres Britto, em sua obra “O humanismo como categoria constitucional”, todo cidadão possui o direito às condições mínimas de sobrevivência. Nesse contexto, é flagrante que o Estado negligencia na supervisão dos trabalhos escravos que ocorrem no norte do País, em grandes latifúndios de monocultura. Prova disso, foi a reportagem publicada pela página G1, em 2018, onde denunciava condições exploratórias que os empregados, dos grandes fazendeiros, se encontravam.

Outrossim, a Terceira Revolução Industrial, no século XX, aliada às outras duas revoluções, possibilitou um avanço exponencial na produtividade, nos três setores de produção. Em decorrência disso, os índices de desemprego subiram proporcionalmente. Logo, a flexibilização das jornadas de trabalho, propiciam a construção da dignidade humana, porém, os menos abastados permanecem a margem da negligencia do Estado, destoando do objetivo central de alcançar a plenitude da dignidade humana.

Assim, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com a Polícia Federal, punir, por meio de leis com força cogente, de forma proporcional, os exploradores. Ademais, urge que o Ministério da Educação assegure que, através da criação de novas escolas técnicas e universidades, os jovens sejam preparados para o mercado de trabalho. Dessa forma, será possível alcançar o humanismo narrado por Britto.