ENEM 2010 - O Trabalho na Construção da Dignidade Humana
Enviada em 19/04/2020
O alicerce do trabalho atrelado à busca pela integridade socioeconômica, remonta ao século XX onde a relação marxista entre “Dominantes e Dominados” preconiza os abusos e as discriminações sofridas pela classe operária, provenientes de seus empregadores. Embora, hodiernamente, essas práticas tenham sucumbido parcialmente à contemporaneidade, muitos trabalhadores ainda padecem de condições precárias, como a fome e a inclusão em ambientes mal higienizados, principalmente em regiões rurais distantes do meio urbano.
Segundo a Constituição Federal de 1988, todo trabalhador por lei detém o direito de requisitar, desde que com carteira assinada, auxílio alimentação, saúde e acesso ao saneamento básico. No entanto, o que se observa no âmbito atual é o fato de que inúmeros trabalhadores do meio campestre não possuem carteira de trabalho. Erroneamente, os empregadores destas pessoas tiram proveito desse fator, impondo diversas sanções, as quais relativizam os direitos do trabalhador em questão, submetendo-o a reduções salariais abusivas e a cargas horárias mais longas.
Além disso, a exploração nas indústrias fábris de pequeno porte, em países cujo desenvolvimento é mediano ou abaixo da média, são as mais alarmantes, visto que essas pessoas não recebem uma boa alimentação e estão demasiadamente expostas à sujeira, podendo culminar em futuras doenças. Na sociedade brasileira, em um contexto amplo, necessita-se de uma intervenção Estatal veemente nas relações trabalhistas, de modo que fiscais de saúde e representantes do direitos humanos convocados pelo governo intervissem, através de um programa de apoio, nos setores urbanos e rurais. Para que, haja o devido controle do emprego desumano desses trabalhadores nos meios de produção.
Desse modo, a exploração das classes desfavorecidas deve-se ao fato inerente das mesmas estarem submissas ao preceito de exclusão social e desqualificação profissional. Ainda que, a cada ano, novas leis sejam promulgadas em prol destas classes, é plausível as pessoas moldarem o sentimento de empatia, porque só assim a sociedade estará promissa a evoluir humanamente.