ENEM 2010 - O Trabalho na Construção da Dignidade Humana

Enviada em 19/06/2020

Em 1888, a Lei Áurea foi criada para proibir a posse de um indivíduo sobre o outro, porém, após a decretação da lei, os ex escravos não tinham uma residência e condição financeira, então eles eram obrigados a ficar sob o poder dos senhores de engenho para ter comida e um abrigo. Infelizmente, na época atual não é diferente, há milhares de casos de indivíduos que são colocados em condições precárias, pois por falta de opção, eles são obrigados a trabalhar em situação degradante e com exploração de mão de obra.

Primeiramente, é válido citar que, durante a primeira Revolução Industrial, os empresários analisavam meios para diminuir os custos e aumentar a margem de lucro. Era comum as empresas procurarem países em crise, como o México, pois o pedaço de terra e a mão de obra eram extremamente baratos. Além de explorar os indivíduos da localidade, os donos das companhias aproveitavam-se de refugiados, pois por não terem moradia e sustento, eram forçados a ficar presos nas fábricas. Em consequência, a ONU (Organização das Nações Unidas) promulgou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos que garante o respeito a dignidade humana e ao bem estar social.

Ademais, as ideias de Immanuel Kant ganharam notoriedade nesse tema, para ele, a raiz da dignidade humana vem de autonomia e liberdade que todo indivíduo tem. Entretanto, por causa do capitalismo e da produção em massa, indivíduos, que não têm qualificação para o mercado de trabalho, abrem mão do direito a dignidade e independência  por não terem opção. Além disso, por ter um extenso território, no Brasil há indústrias clandestinas que são afastadas dos centros urbanos e que, consequentemente,  favorece a exploração da mão de obra pela falta de fiscalização.

Portante, é mister que as autoridades invistam em melhora na inspeção do trabalho para que não haja casos de falta de cumprimento aos Direito Humanos. Urge que a câmara ou o senado, por meio de um auditor-fiscal do trabalho, elabore projetos de lei mais rigorosos e com penas maiores com o objetivo de colocar indivíduos que estão em situação degradante, em igualdade, além de aumentar o número de auditores nas áreas distintas dos centros urbanos. Destarte, será possível monitorar e evitar casos de trabalhadores em situação degradante e empresas exploradoras de mão de obra.