ENEM 2010 - O Trabalho na Construção da Dignidade Humana

Enviada em 30/01/2022

Na obra cinematográfica “Mãe só tem duas”, assiste-se aos problemas enfrentados no trabalho pela empresária Ana por pertencer ao gênero feminino. Assim como na série televisiva, na conjuntura brasileira atual, há exacerbados desinteresses em novas contratações e preconceitos em ambientes de trabalho, em decorrência de currículos sem qualidades educacionais e raízes históricas, respectivamente. Com isso, evidencia-se a interferência negativa da educação precária oferecida às populações mais pobres e da descredibilidade dada a mão de obra de determinados grupos sociais, para a construção do trabalho como contribuinte da dignidade humana.

Primordialmente, tendo em vista que desde a Reforma Protestante o trabalho é ligado a uma edificação do ser humano, afirma-se que a falha governamental de somenos investimentos na educação interfere negativamente na conquista de um emprego por um indivíduo pobre. Dessa forma, esses adquirem problemas financeiros e frustração pessoal por não possuírem formações educacionais ideais para despertar o interesse das empresas. Exemplificando, tem-se a reportagem exibida no “Câmera Record” em 2020, a qual mostrou a situação de um jovem casal que se mudou para São Paulo em busca de emprego, porém a falta de formação profissional faz o conjugue permanecer na miséria.

Ademais, nota-se que o ambiente de trabalho permanece excludente com diversos grupos da sociedade, como LGBTQI+ e mulheres, desvalorizando a qualidade de seus serviços. Tal desvalorização é notada na discrepância de remuneração entre os jogadores da seleção brasileira de futebol Neymar e Marta, por exemplo. Nesse sentido, evidenciam-se os obstáculos criados pelo preconceito para a perspectiva do trabalho como sinônimo de excelência na sociedade brasileira hodierna.

Em síntese, urge que as Políticas Públicas, junto ao MEC, busque abrir mais escolas com o Ensino Médio técnico em regiões brasileiras carentes. Além disso, as Políticas Públicas com o MTE deve promover palestras de conscientização para as empresas acerca do cessar de preconceitos no meio trabalhista. O capital para o desenvolvimento dos projetos deve decorrer do corte de gastos com auxílios políticos. Assim será plausível diminuir o desemprego e tornar inexistentes as situações como da personagem Ana.