ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 11/09/2019
No mundo contemporâneo, o acesso à internet é um recurso fundamental ao ser humano. No entanto, assim como outros recursos fundamentais como saúde, educação e moradia, é distribuído de maneira desigual. Enquanto há regiões mais distantes e empobrecidas sem acesso à rede, há outras onde o uso excessivo da internet já apresenta consequências negativas.
Atualmente, o crescente hábito de acessar a internet está relacionado ao fato de que as redes sociais apresentam uma extensão online da realidade: o que se falaria, por exemplo, em uma roda de conversa com alguns amigos, agora é publicado online e pode ser compartilhado com milhares de pessoas. Dessa forma, problemas já existentes como difamação, intolerância e notícias falsas tomam proporções inesperadas ao serem propagados na rede, dado o elevado potencial de alcance característico da web.
Então, se por um lado há pessoas sem acesso à internet e, portanto, privadas de uma parte importante do acesso à informação, devido à precariedade existente em algumas regiões ainda sem infra-estrutura para conexão em rede, fruto da falta de investimentos, por outro há pessoas que fazem mau uso desse valioso recurso, disseminando notícias falsas, as chamadas “fake news”, promovendo a intolerância, praticando “cyberbullying”, um tipo de violência contra a pessoa através da internet, e compartilhando dados pessoais, muitas vezes sem saber.
Logo, é necessário que além de proporcionar um acesso mais igualitário à internet, com investimentos públicos e privados em regiões carentes, o usuário das redes saiba respeitar alguns limites quando publicar algo nas redes, com o intuito de preservar informações pessoais e se proteger, uma vez que o mau uso de ferramentas virtuais pode ocasionar efeitos desastrosos, de gafes a compartilhamento de dados, passando pela disseminação das “fake news” e chegando até a ocorrência de crimes cibernéticos.
Portanto, investimentos públicos e privados em infra-estrutura em prol de uma distribuição mais igualitária do acesso à internet, aliados a programas educacionais sobre o uso das redes, criados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com o apoio do Ministério da Educação (MEC), devem ser implementados, de maneira que todos possam usufruir desse importante recurso, com consciência da dimensão pública a que se está exposto no mundo virtual.