ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 19/09/2019
Na obra cinematográfica “O show de Thruman”, Jim Carey interpreta um homem cuja vida é monitorada em tempo integral sem sua percepção ou anuência. O personagem é o foco de um programa de televisão que tem como base fazê-lo crer que vive uma vida comum. No entanto, fora de ficção, esta constante imersão do indivíduo em ambiente de rede, o faz avançar limites entre perspectivas públicas e privadas. Tal problemática está diretamente associada à massificada necessidade de pertencimento à rede e a introdução deste para uma efetiva identidade, bem como a proporção que torna esse mecanismo efetivo no que tange a ruína de reputações. Dados desafios são fundamentais parâmetros à serem analisados.
Em primeiro lugar, é importante compreender que o desenvolvimento tecnológico do século XXI valoriza a participação do indivíduo nos meios de integração social, abalizados pela criação de perfis e a intensificação desse meio informacional, visando o compartilhamento de dados. A progressão das redes e a facilidade com a qual estas se apresentam tanto em diversidade, quanto em aglutinação escalar de usuários; acaba por subjugar pessoas ainda não aderentes, invalidando-as parcialmente em uma espécie de ostracismo cibernético. Integrando dada premissa, o físico Albert Einstein salienta ser aterrador e claro que nossos fatores tecnológicos tenham suprimido nossos princípios básicos humanitários.
Contudo, a participação de utilitário em seu perfil, desempenha a gradativa inobservância e indeterminação do que reserva-se à particularidade , ou que, passível de ser exposto publicamente; não lhe gerará infortúnios, desconforto e aspirante vexatória. Em face disso, Pierre Bourdieu, consonante a essa realidade, estabelece que tudo aquilo que concebido para ser ferramenta de democracia direta, não deverá ser convertido em mecanismo torpe de opressão simbólica. A partir desse viés, faz-se notória pesquisa desenvolvida pelo Ibope Mídia, vislumbrando 72% de internautas pretensiosos à criação de perfil em rede.
Ademais, é imprescindível que o Estado crie medidas que eduquem a participação do indivíduo cibernético, a fim de debater os limites entre o público e o privado. Assim, é fundamental que o Ministério da Educação desenvolva palestras, fóruns e workshops que fomentem a importância das relações fora do ambiente cibernético, assegurando o relacionamento interpessoal em atuações presenciais, bem como o contato efetivo quando em ambiente informacional; por intermédio de critérios que promovam o respeito à informação individual e a particularidade. Desta forma, afastaremos distopias similares ao “Show de Thruman”.