ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 12/09/2020
O ‘‘Eudemonismo’’ é uma doutrina ética, proposta pelo filósofo grego Aristóteles, que afirma ser a felicidade a causa final dos atos humanos. No entanto, no Brasil, essa finalidade tem sido barrada devido aos problemas que viver em redes no século XXI evoca, entre eles há a perda da privacidade dos indivíduos e tal situação deriva da baixa atuação do Estado na atenuação de tal ocorrência.
Em primeiro plano, é importante destacar que por volta de 20% do tempo do brasileiros é dedicado ao uso das redes sociais, segundo o Ibope Mídia, e que através delas é possível comunicar-se com aqueles que estão distante, pagar contas, e mostrar ao mundo como, e onde, o usuário está, representando, assim, grande risco aos cidadãos por trás das ‘’telinhas’’, que expõem, cada vez mais, dados privados no meio virtual. Analogamente, George Orwell, em sua obra ‘‘1984’’, mostra um cenário onde as pessoas têm sua privacidade violada pelo líder de sua nação, o Big Brother, e são vigiadas o tempo todo por câmeras a mando do governante. Fora da ficção, a atual realidade se assemelha com o quadro criado pelo escritor, com a diferença que os usuários têm sua privacidade tomada de modo espontâneo, não são obrigados a expor seus dados, como no livro, fazem isso de bom grado, já que, muitas vezes, não sabem dos riscos que a exposição demasiada pode trazer, como por exemplo dados vazados por hackers, compartilhamento de fotos íntimas na internet, informações bancárias usadas por ladrões, entre outros violamentos de informações pessoais.
Em segundo plano, é necessário destacar que os problemas gerados pelo uso das redes deriva da baixa atuação das autoridades para conter a problemática. Devido à falta de atuação governamental as pessoas não tem uma educação sobre o meio virtual, e por isso não sabem como o usar de modo efetivo, muitas vezes, não sabem nem sobre as consequências prejudiciais que a exibição exagerada de dados íntimos podem trazer. De modo análogo, Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, declara ser dever do Estado garantir a harmonia social, já que, segundo ele, o homem é mau por natureza, e, por isso, precisa que o Estado regule as relações humanas, para inibir o seu estado natural.
Portanto, é mister que o Estado produza medidas que atenuem o avanço da adversidade no cenário brasileiro. Logo, o Ministério da Educação, por meio de capital fornecido pelo Tribunal de Contas, criar palestras sobre educação digital, para que os cidadãos aprendam como usar a internet, de maneira eficaz, e se conscientizem de que atos virtuais, como a exposição demasiada nas redes, trazem consequências reais. Assim, será possível reverter esse quadro negativo e atingir o eudemonismo aristotélico: a felicidade.