ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”

Enviada em 26/07/2021

Para Bauman, a fluidez das relações modernas se dá em grande parte à velocidade de conexão permitida pelas redes sociais, com as quais englobam, relacionam e rechaçam qualquer indivíduo que esteja em sua trama. Dessa maneira, os limites entre o público e o privado da vida em rede no século XXI se tornam cada vez mais difusos, o que acarreta debates sobre os efeitos negativos de tal falta de limites.

Ademais, segundo o site terra, os brasileiros passam em médias 20% de seu tempo diário on-line e, 72% desses usuários pretendem manter e cuidar de suas contas virtuais, bem como fazem com sua autoimagem no mundo real; visto que, para o ser real-virtual, as mídias digitais são extensões do mundo. Por conseguinte, fica evidente que tal importância se deve ao fato de que a internet é uma ferramenta eficaz de socialização, e quem não faz uso dela é, de forma automática, segregado.

Nesse contexto, uma superexposição aliada ao uso indiscriminado das plataformas virtuais produz desequilíbrios dos mais variados; de acordo com o site bluevision, cerca de 3,6% da população mundial sofreu com o aumento exponencial não só da depressão, mas também da ansiedade em decorrência das mídias; porém, os que mais sofrem os efeitos dessa nova organização social, tendem a ser os mais dependentes, semelhante ao comportamento de um dependente químico; dessa maneira, a falta de equilíbrio entre o público e o privado gera pessoas mais violentas, infelizes e inseguras consigo e com os outros a sua volta.

Portanto, fica claro que o uso saudável de tais ferramentas é de grande proveito; assim sendo, é necessário que o Ministério das Comunicações, em parceria com empresas privadas, donas de aplicativos sociais, divulguem uma cartilha virtual de boas relações do cidadão digital, bem como instruções de como agir quando se sentir mentalmente abalado, para, por essa lógica , garantir uma relação mais saudável do indivíduo com a vida em rede e prevenir a degradação emocional do mesmo.