ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 15/08/2021
Devido à Revolução Técnico-científica Informacional que ganhou força na década de 70, a comunicação está cada vez mais rápida e acessível. O fenômeno das redes sociais, como o Facebook, Twitter e Instagram, molda as novas dinâmicas de socialização do século XXI. No entanto, o uso dessas ferramentas necessita de cautela, a fim de manter a privacidade e o decoro nesses espaços públicos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências e possível medida relacionada a esse impasse.
Em primeira análise, pode-se destacar como ponto negativo a facilidade em que informações e mídias pessoais podem ser viralizadas a qualquer momento. Como exemplo, em 2014, a atriz americana Jennifer Lawrence sofreu o vazamento de fotos íntimas por “hackers”, tal problema foi ampliado pelo compartilhamento das imagens por terceiros nas redes, de acordo com o portal de notícias G1. Dessa forma, é alarmante a existência de tal comportamento nessas plataformas, o que remete a um estado de anomia, termo cunhado pelo sociólogo Émile Durkheim para se referir à ausência de regras e normas morais anteriormente estabelecidas.
Ademais, no episódio “Nosedive” da série “Black Mirror”, é retratada uma utopia na qual o valor de cada indivíduo na sociedade é regido por uma pontuação virtual, o que leva todos a se comportarem com uma espécie de máscara social, impedindo que haja espontaneidade e sinceridade nas relações. Assim, traçando um paralelo com a vida real, pode-se afirmar que, lamentavelmente, o uso excessivo das redes pode ocasionar uma supervalorização da imagem e uma incessante busca por aprovação.
Portanto, a mídia, em parceria com o governo federal deve criar campanhas publicitárias para estimular as boas práticas de utilização da internet, por meio da TV e redes sociais, com a participação de especialistas jurídicos e psicólogos que discutam os efeitos do mau uso. Espera-se, com isso, que a população se eduque e os espaços virtuais se tornem permeados pelo respeito ao próximo, ausência de competitividade por imagem e, por conseguinte, libertos de um estado de anomia social.