ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”

Enviada em 18/10/2021

O direito à internet mostra-se uma nova necessidade na atualidade, uma vez que foi intitulado na “Agenda 2030’’ pela ONU, em 2015, objetivando desburocratizar esse acesso. No entanto, a constante exposição nas redes sociais e o aumento ao controle de dados têm questionado as fronteiras entre vida pessoal e a postura diante das novas tecnologias e, por isso, demanda debates. Por esse motivo, é impostante ressaltar os principais fundamentos de tal problemática: a construção de uma consciência apta a lidar com as redes e a efetivação da liberdade nesse ínterim.

Em primeira análise, tendo em vista que a rede mundial de computadores detêm parte da vida social na realidade, é preciso formar uma didática capaz de instruir os indivíduos, tornando-os conscientes dos próprios atos na internet. Segundo o pensador Epicteto, somente a educação é detentora de respaldo intelectual. Outrossim, a sociedade deve apoiar-se na educação para conseguir agir de maneira crítica e adequada nos cenários cibernéticos. Por consequência, a política de rastreamento e monitoramento da identidade dos sujeitos não representarão um risco à aqueles que buscam concluir seus anseios nos ambientes virtuais.

Ademais, está previsto na Constituição Federativa Brasileira de 1988, a liberdade do hodierno frente às expressões sociais implementadas nos meios comunicativos, haja vista que no sistema vigente elas ocorrem - em sua maioria - na internet. Diante disso, vale elucidar que o conteúdo explicitado pelos usuários tem proteção legal e, portanto, essas declarações configuram-se como um bem a ser consolidado no corpo social. Por conseguinte, a postura associada ao internauta vale-se de sua opinião e não deve ser remediada pelos algoritmos de identificação e manipulação dos fornecedores digitais. Logo, essa temática merece importância nacional.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas a fim de se coibir o problema discorrido. Portanto, cabe ao Ministério da Educação elaborar metodologias educacionais de amparo à atividade nas redes sociais e plataformas digitais, por meio de palestras, debates e avaliações, com a finalidade de auxiliar os cidadãos a lidar com a liberdade, já que ela tornou-se paupável com o advindo da internet. Com isso, espera-se garantir o direito afirmado na Carta Magna.