ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”

Enviada em 19/10/2021

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científica-Informacional, marcou o início do desenvolvimento tecnológico, o qual permitiu uma difusão global como o incremento das redes sociais. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tais informações contribuíram para uma sociedade dividida entre o público e o privado. Diante disso, deve-se analisar como a exposição virtual e o fanatismo exagerado provocam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a exposição exacerbada do indivíduo na internet tem proliferado muitos problemas. Isso acontece, pois com o fácil acesso a esses meios de comunicação é possível rastrear todas informações pessoais sobre um indivíduo e até aduterar dados de possíveis concorrentes.Nesse viés, é possível exemplificar tal atitude como o transtorno que a cantora Luiza Sonza enfrentou, devido haters culpá-la pela morte do filho de seu ex-Whindersson Nunes. Nessa perspectiva, consoante ao pensamento do filósofo Thomas Hobbes, “O homem é lobo do homem”, ou seja, o indivíduo é naturalmente mau e egoísta, sempre disposto a sacrificar o bem-estar do próximo em nome de suas vontades como o ocorrido supracitado. Por conseguinte, é fato que a internet tem o lado benéfico, como também, impede uma sociedade segura no meio virtual.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que muitos indivíduos deixam de viver para acompanhar os famosos nos meios sociais. Nesse sentido, essas atitudes comportamentais são perigosas para a sociedade, uma vez que não é só acompanhar, mas querer ser igual ao outro, proliferando o consumismo, desemprego, preconceito. Além disso, é prejudicial até para a formação individual, na qual geralmente essas pessoas perdem a própria identidade buscando copiar um modelo que é movido por aparências. Nessa lógica, de acordo com o autor Hideraldo Montenegro, “A internet é uma solidão dividida e uma fantasia compartilhada.” Consequentemente, é notório o quanto a vida tornou-se superficial, na qual o único objetivo é viver para expor a própria privacidade.

Depreende-se, portanto, que a exposição virtual e o fanatismo exagerado contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, sabe ao governo em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação -órgão responsável pela política nacional de ciência e tecnologia-  promover campanhas que mostrem os limites do uso das redes e seus danos.Isso por meio de palestras educativas, fiscalizações sejam de notícias falsas ou repúdio de ódio, a fim de assegurar o bem-estar de todos. Além disso, o Ministério da Educação deve trabalhar esse tema nas escolas possibilitando a formação de cidadãos conscientes, que venham a ter opinião própria.