ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”

Enviada em 24/03/2022

No programa televisivo “Big Brother Brasil”, assiste-se a intimidade do cotidiano de diversos indivíduos se tornando pública e passível de críticas da audiência. Assim como no programa, na conjuntura brasileira atual, devido à interferência negativa da ausência de limites entre o público e privado no ambiente da internet, há a falta de respeito e as incidências de transtornos psicológicos. Com isso, evidencia-se que o desrespeito e a despreocupação com a saúde mental dos indivíduos, são prejudiciais para uma rede digital adequada para se viver no século XXI.

Primordialmente, nota-se que a facilidade de acesso à internet advinda da Globalização culminou na vigência de falas ofensivas e pejorativas nas redes sociais. Como exemplo, tem-se o caso da criança Alice, em que sua mãe, Morgana Secco, precisou ameaçar judicialmente para que cessassem as banalizações com a imagem e forma de falar da menina em vídeos de sua rede social e de um comercial televisivo. Dessa maneira, com os impactos negativos sofridos pelo indivíduo caluniado, tornou-se nítido o perigo de não haver limites na socialização digital.

Ademais, em conformidade, analisa-se que tais comportamentos digitais inadequados prejudicam a saúde do receptor. Por analogia, tem-se a situação de Isabel, conhecida como “Bel para meninas”, que presenciou os seus pais serem acusados indevidamente de maltratarem ela e sua irmã por internautas famosos e anônimos. Tal ocorrência causou um exacerbado transtorno psicológico a jovem, a qual demorou a desejar retornar ao meio digital. Nesse sentido, nota-se os obstáculos criados pelo desrespeito ao privado para a conciliação de um bom ambiente digital e uma excelente saúde mental.

Em, síntese, para que tais problemáticas cessem, urge que o Poder Executivo junto aos aplicativos de redes sociais busquem trazer maior aplicabilidade das leis ao âmbito da internet. Para isso, um disque denúncia de email e telefone deve ser obrigatoriamente divulgados nesses aplicativos de socialização, para que assim os usuários tenham como reportar os crimes digitais presenciados. O investimento para capital para tal ação decorrerá do corte de gastos com auxílios políticos. Portanto, conclui-se que será plausível viver em rede no século XXI.