ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 14/03/2022
No arcadismo, movimento literário, um dos principais eixos tematicos, " Fugere Urben" (fuga das cidades), analisa o desejo humano de buscar lugares privados e calmos, longe das metrópoles. Nesse contexto, nota-se a relação entre esse pensamento frequente e a problemática relacionada aos limites entre o público e o privado decorrente das socializações em rede. Mediante a isso, é importante entender o papel das novas tecnologias, bem como a analogia entre a observação virtual e o ambiente opressor da ditadura.
É inegável, que o “viver em rede” seja afetados pelos mecanismos midiáticos. De acordo com postulados da Escola de Frankfurt, movimento filosófico alemão, as novas tecnologias têm potencial destrutivo incalculável. Com isso, depreende-se que o efeitos das redes sociais corroboram na influência negativa sobre o corpo social, afetando relações sociais fundamentais sobre o corpo social, como a diluição de relações sociais fundamentais para as pessoas. Por fim, as tecnologias dificultam o entendimento dos limites entre o coletivo e privado, importante para a convivência enlaçada.
Alem disso, o constante desrespeito com a privacidade, remonta um ambiente ditatorial. No livro “1984” de George Orwell, aparelhos de acompanhamento remoto caracterizam um regime de censura e opressão. Nesse sentido, o atrevimento de empresas, órgãos e até governos em negligenciar seus limites de atuação, se assemelha ao período temido da Ditadura Militar. Em suma, a influência das novas tecnologias nessa problemática, contribue para uma realidade análoga a um período antidemocrático.
Portanto, algo precisa ser feito acerca dos limites entre o público e privado relacionado à vivência entrelaçada do século XXI. Para isso, o Supremo Tribunal Federal, por ser mais efetivo na legalização de questões urgentes, precisa assegurar os limites entre público e privado, por meio de delimitações dos locais ângulos e objetivos permitidos de vigilância remota. Assim, será possível garantir lugares privados longe da observação frequente dos aparelhos, como na ditadura.