ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”

Enviada em 23/09/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do pais, prevê em seu artigo 6, o direito a segurança como inerente a todo cidadão brasi- leiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa “viver em rede no século XXI”, dificultando, deste modo, a uni- versalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a grande exposição virtual. Nesse sentido, percebe-se que no século em que vivemos as redes se infiltraram, trazendo consigo um risco a divisão entre o público e o privado. Essa conjuntura, segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social’’, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, o que infelizmente e evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a exposição pública como impulsionador de influência em compras ou até mesmo em estilo na sociedade. Segundo o IBGE mais de 43% dos brasileiros já fizeram compras por estimulo dos influenciadores na internet. Diante de tal exposto percebesse o Brasil sendo o local com os influencers mais relevantes na hora das compras, 70% da população brasileira está conectada à internet, isso representa mais de 126 milhões de pessoas navegando por dia. Lo-go, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de palestras em escolas a fim de criança e jovens compreender os limites entre o público e o privado, bem como os riscos trazidos com ele e conscientizar sobre os perigos e as influencias das redes sociais. Assim, se consolidara uma sociedade mais consciente, onde o governo desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.