ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 22/09/2022
O filósofo britânico John Stuart Mill apresentou uma tese de que a privacidade é um direito de todos os seres humanos. Infelizmente a sociedade está indo na contramão de sua ideia, pois, uma vez conectada ao ambiente virtual, há a perca de sentido entre o que deve ser público ou privado. Isso é devido ao fato da carência de conhecimentos adequados sobre a exposição exacerbada, o que favorece o aumento da criminalidade nesse ambiente, por exemplo.
Primeiramente, é inegável dizer que a tecnologia pode mover o mundo, conforme diz o inventor Steve Jobs. Porém, na maioria das vezes, os navegadores não possuem informações necessárias sobre aquilo que usufruem. Com isso, é válido dizer que a qualquer momento podem ter sua privacidade rompida, pois o sistema de monitoramento que envolve os aparelhos eletrônicos facilita a entrada de “terceiros” – intrusos criminosos ou anúncios publicitários- oferecendo espécies de botões para serem clicados e, então, tornar os dados confidenciais, dos usuários, públicos. Dessa forma dificulta proceder afirmação de Steve Jobs.
Ademais, o site ONU News informou que 4,1 bilhões de pessoas em 2019 estavam conectadas ao ambiente digital. No entanto, a maioria delas não sabem o quanto estão propícias a tornar suas respectivas vidas inseguras com apenas um clique comprometedor, de modo que tal situação seja uma isca para invasão de criminosos na rede virtual, ressalte que isto é possível por não haver uma proteção eficaz a cada aparelho. Outro site, JusBrasil, alerta que a cada minuto, 54 brasileiros são vítimas de crimes cibernéticos.
Portanto, é imprescindível solucionar o impasse. As empresas criadoras de aparelhos eletrônicos devem fornecer, a cada dispositivo móvel, um programa chamado “Solução da Privacidade Virtual gratuito” juntamente com um manual instrutivo acessível a todos os usuários por meio dos desenvolvedores mobile -pessoas responsáveis pelo desenvolvimento de software nesses dispositivos- para que a privacidade e segurança dos navegadores sejam garantidas. Logo, a presença de intrusos seria mitigada e o legado idealizado por Stuart Mill seria cumprido com a sociedade transformada, estabelecendo o correto limite entre o público e o privado no século XXI.