ENEM 2011 – “Viver em Rede no Século XXI”
Enviada em 15/08/2023
Humanidade em rede: a pós-modernidade
Na obra 1984, George Orwell descreve uma sociedade distópica em que os homens são monitorados o tempo todo pelo “grande irmão”. No entanto, a ficção adquiriu corpo no mundo moderno com o advento da tecnologia e a democratização do meios de comunicação, de modo que o “smartphone” funciona de modo análogo à “Teletela” do romance. Diante disso, é importante o debate sobre os impactos das novas tecnologias na vida das pessoas.
Prefacialmente, nota-se que as mudanças na atualidade ocorrem de maneira mais rápida em comparação à cem anos atrás. O século XX foi muito impactado com o advento do telefone, pelo cientista Graham Bell, de modo que era impensável um meio de comunicação mais eficaz. Entretanto, com o decorrer do século e início da Terceira Revolução Técnico-Científica-Informacional, surgiram novas tecnologias que mudaram completamente o modo de viver e interagir em sociedade, como a Internet, os microchips e os celulares, que acabaram por substituir quase que completamente o antigo telefone.
Contudo, a ampliação no acesso aos novos meios de comunicação, por ainda ser muito recente e dinâmica, requer uma atenção maior por parte do Estado e da sociedade. Nesse sentido, vale destacar um caso recente na história do país com o Projeto de Lei das “Fake News”, apresentado ao Congresso Nacional pelo deputado Orlando Silva do PT (partido dos trabalhadores), que tinha como um dos objetivos a transparência e a regulamentação das redes socias no Brasil. O projeto não foi aprovado, mas abriu um espaço importante para o debate e para novas propostas acerca dos limites na “terra sem lei” do mundo digital.
Assim, para evitar transtornos na nova era tecnológica, o governo deve continuar a fomentar discussões sobre esse tema e investir maciçamente em educação - por meio do finaciamento de cursos de alfabetização digital nas escolas e nas comunidades - com o fito de inserir os brasileiros ao mundo em rede. Desse modo, o Brasil será formado por uma sociedade crítica e atuante, diferentemente, da distopia criada por Orwell.