ENEM 2012 - O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enviada em 24/07/2020

A intolerância cultural acompanha a terra brasileira desde seu início no século XVI, com a chegada dos portugueses e seus pré-conceitos. Com o decorrer dos anos o Brasil se construiu um país diverso, antes e durante da realidade como se conhece hoje; não só existem povos variados como chegam constantemente. Assim, a sociedade lida com desafios na compreensão e aceitação do que vem de outro lugar ou comunidade, resultando, por vezes, em xenofobia. Além disso, o país não tem estrutura para receber pessoas, haja vista que o próprio nativo enfrenta deficiências no sistema público.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que os preconceitos, bem como a xenofobia, são problemas reais e até mesmo seletivos. Por exemplo, existe uma clara exaltação ao visitante ou imigrante europeu, enquanto africanos, venezuelanos, haitianos e até muçulmanos enfrentam a exclusão, o ódio e o medo das pessoas. Desde 2011, quando indivíduos vieram do Haiti em busca de refúgio pelo abalo sísmico ocorrido, houve a propagação de uma péssima imagem deles; pessoas que, em sua maioria, estavam em busca da sua sobrevivência. Assim, nota-se que existe carência de compreensão e respeito ao próximo, por mais diferente que seja ou que pareça ser, levando a um comportamento hostil da parte do brasileiro para com o imigrante.

Ademais, existem fatores limitantes que tornam inviável o recebimento do grupo em questão, ao menos em larga escala. Segundo matéria do jornal Gazeta, o coordenador da Pastoral do Migrante em Curitiba, padre Agler Cherizier, afirma que antes de convidar um estrangeiro para sua casa, é papel do governo preparar alguma coisa para sua chegada. Isso é, no mínimo, coerente. Entretanto, não é a realidade do país. Áreas como saúde, educação e até mesmo a língua e o acolhimento são precárias ou nem existem, seja para o nativo ou para o imigrante; ainda, tal questão gera atrito entre ambos pela discussão sobre quem “merece mais” um atendimento decente. Sendo assim, não existe infraestrutura e nem mesmo condições sociais como um todo para o devido recebimento de estrangeiros.

Destarte, para que o equilíbrio seja estabelecido nessa problemática, o Poder Executivo deve investir em políticas públicas, focando em organizar o serviço oferecido os brasileiros e em desenvolver um projeto para imigrantes, que vise a propor melhores condições de vida dos que já estão e dos que virão ao país. Isso deve ser feito não só por meio da cooperação financeira, como também da disponibilização de profissionais para montarem o planejamento. Além disso, o Poder Judiciário deve se atentar a segurança nas fronteiras com a liberação de mais policiais e agentes da segurança para controlar a entrada e não permitir que ocorram ilegalidades, ultrapassando o limite de estrangeiros. Desse modo, a ordem será estabelecida e o progresso será possível.