ENEM 2012 - O movimento imigratório para o Brasil no século XXI
Enviada em 23/07/2021
O filme “Era uma vez em Nova York”, de James Gray, retrata a história de uma mulher polonesa que foge para os Estados Unidos para salvar sua irmã, porém, é desprezada. De maneira análoga a isso, no atual cenário brasileiro, muitos imigrantes que buscam melhores oportunidades são recebidos com miséria. Diante disso, convém analisar dois aspectos importantes: a xenofobia e a ausência de apoio nacional.
Em primeiro lugar, pode-se apontar que a xenofobia – aversão aos estrangeiros – seja uma das causas do problema. Desse modo, segundo dados da Secretária Especial de Direitos Humanos, em 2018 houve um crescimento de 633% de denúncias de práticas xenofóbicas no país. Dessa forma, nota-se que o corpo social ainda possui uma visão errônea acerca dos emigrantes. Em consequência desse pré-conceito, muitos refugiados são taxados como indivíduos que não almejam o progresso social. Entretanto, de acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, aproximadamente 70% dos emigrantes têm a intenção de trabalhar e garantir melhores condições de vida.
Ademais, outro fator colaborador da temática é a falta de apoio nacional. Conforme o filósofo Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, se encontre o equilíbrio na sociedade. Nesse contexto, o povo brasileiro, em sua maioria, está rompendo com essa harmonia, uma vez que são oferecidas poucas oportunidades de evolução individual aos estrangeiros. Consequentemente, problemas sociais, tais como o desemprego e o aumento de andarilhos nas ruas são agravados.
Portanto, são necessárias medidas para solução da problemática. Dessa maneira, cabe ao Estado, juntamente com os meios midiáticos, desenvolver ações para tratar do tema, por meio de propagandas que demonstrem a realidade de muitos refugiados, com o intuito de comover a comunidade. Além disso, o Poder Legislativo-órgão responsável pela formulação de leis – deve criar leis que punam empresas que não oferecem oportunidades de emprego a pessoas refugiadas. Assim, espera-se construir um Brasil mais tolerante, em que a nacionalidade não seja motivo de exclusão social.