ENEM 2012 - O movimento imigratório para o Brasil no século XXI
Enviada em 25/08/2022
No ápice da economia cafeeira, o Brasil recebeu diversos imigrantes, dentre estes destacam-se alemãos e japoneses, o que acabou ocasionando uma nova identidade cultural para o país. No século XXI, essa situação ainda se faz presente, visto que muitos haitianos e bolivianos têm a nossa nação como principal destino. Apesar da mistura e riqueza cultural formada na chegada dos imigrantes, as condições precárias de vida dessas pessoas são desafios ao governo e à sociedade brasileira para a plena adaptação de todos os cidadãos à nova realidade.
Em primeiro lugar, cabe destacar que fatores econômicos e sociais, como a desigualdade e a extrema pobreza aliada com a busca de melhores condições de vida, são as principais causas da constante imigração para o território nacional. Além disso, a ascenção do Brasil ao posto de uma das dez maiores economias do mundo é um forte atratativo aos estrangeiros, embora o crescimento do PIB brasileiro, segundo previsões, seja menor em 2022 em relação a anos anteriores, o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento de consumo da classe C.
Outrossim, esses aspectos constribuem para a construção de uma imagem positiva e promissora do Brasil do exterior, o que favorece a imigração. Todavia, a vida dos imigrantes no país exibe uma diferente realidade, visto que recebem poucas oportunidades de emprego e passam a integrar setores informais da economia, sem direito trabalhista, com ausência de pagamento dos devidos impostos e muitas vezes com exploração. Sendo assim, o Estado deixa de arrecadar capital e de aproveitar a mão-de-obra disponível, o que auxiliaria no andamento da economia nacional.
Portanto, para impedir a continuidade dessa situação, é imprescindível a intervenção governamental por meio da fiscalização de empresas que apresentarem imigrantes como funcionários bem como a denúncia de exploração. Ademais, é necessário estimular o respeito e assistência a eles, através de campanhas e propagandas de ONG’s, além de garantir acesso à saúde e educação, por meio de políticas públicas específicas a esse grupo.