ENEM 2012 - O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enviada em 03/10/2022

O Brasil foi desenhado como uma história de miscigenação em todo o período de colonização, isto é, os planos de escravatura aproximaram os colonos dos colonizadores portugueses gerando uma civilização empática aos estrangeiros. Entretanto, saindo do plano passado, atualmente, pelo evento da imigração, o processo de integração dos estrangeiros no Brasil, se mostrou débil às normas públicas, dado que grande parte dessas pessoas ainda não se declararam no país. Logo, torna-se imprescindível abordar, por meio de uma intrínseca análise, as causas e as consequências dessa chagas.

Nessa perspectiva, que os movimentos imigratórios para o Brasil tiveram períodos oscilatórios, aumentando e diminuindo o fluxo durante todo perído do século XXI. Contudo, o descontentamento de populações com ambientes inóspitos provocados por governos autoritarios ou conflitos internos, ampliou as buscas por melhores condições de vida. Assim, consoante a abordagem de Friendrich Hegel, responsável por difundir o racionalismo, afirma que o Estado deve proteger os seus filhos. Nesse sentido, é cristalino que a dialética proposta por Hegel não é aplicada, visto, como exemplo, as situações de opressão e escassez alimentícia promovidas pelo Governo Venezuelano. Nesse sentido, os civís, com medo da situação se agravar, procuram outras oportunidades fora do país.

Além disso, é valido destacar que, apesar de países como a Venezuela estarem dentro do tratado do Mercosul - união intergovernamental econômica -, a organização não permite imigrações sem o consentimento do país vigente. Com isso, o Brasil se torna o ponto de fulga dessas pessoas. Sob essa óptica, a situação se fragiliza quando esses imigrantes, não legalizados, se submetem a situações análogas a escravidão por serem isentos dos devidos registros laborais. Nessa senda, tal situação já ocorre na obra ‘‘Casa-Grande Senzala’’ de Gilberto Freyre, na qual ele realiza uma comparação entre o Brasil hodierno e o Brasil colônia, em que os trabalhos não registrados podem ser marginalizados e explorados como um instrumento de escravatura.