ENEM 2012 - O movimento imigratório para o Brasil no século XXI
Enviada em 24/07/2023
Na literatura, a obra ‘‘A hora da estrela’’, de Clarice Lispector, retrata a vida de Macabea: uma jovem que migrara para outra cidade brasileira. No decorrer da narrativa, são expostas as dificuldades que ela enfrenta, tais quais: miséria, vulnerabilidade e exclusão social. Não obstante, relatos como esse são ainda uma realidade para aqueles que entram na jornada do movimento migratório para o Brasil - vindos do exterior ou para os nativos que partem rumo a outra cidade em busca de oportunidades. O recente foco nesse panorama mostra a necessidade de se debater o tema em voga.
Diante desse cenário, é importante ressaltar que os migradores precisam ter seus direitos básicos e essenciais à vida salvaguardados. Isso se dá, uma vez que a Constituição Federal menciona a isonomia de direitos tanto para os brasileiros quanto para os estrangeiros que aqui residirem. Assim, de acordo com dados divulgados no ‘‘site’’ do governo, os atuais 1,3 milhão de imigrantes no Brasil devem receber a atenção devida quanto à entrada e estadia no novo território, bem como, os cuidados necessários para a plena vivência. Iniciativas devem ser tomadas para mitigar os problemas que Macabea lidou e acolher bem os que buscam outro lugar, devido à questão climática, econômica, fome, perseguição, etc.
À exemplo do que fora mencionado, a ONG Cáritas Brasileira tem feito um ótimo trabalho. A organização não governamental mostrou que se a máquina pública se empenhar em praticar seu dever, migrantes bolivianos, haitianos, venezuelanos, entre outros - vindos da América Latina, majoritariamente -, terão estabilidade no país. Todos que passaram pela ONG obtiveram o acolhimento de que precisavam.
Portanto, o Ministério da Cidadania deve, com o orçamento que lhe cabe para essa empreitada, adotar o exemplo da ONG Cáritas Brasileira. A começar por conferir aos migrantes os documentos que qualquer cidadão possui, bem como encaminhá-los, num primeiro momento, para abrigos em que fiquem até se estabilizarem, recebendo orientação profissional e jurídica. Isso, com a finalidade de acabar com relatos, tanto na literatura quanto na realidade, de descaso e cerceamento de direitos contra os migradores.