ENEM 2013 - Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enviada em 05/10/2019

De acordo com sociólogo Thomas Marshall, as garantias individuais não nascem consolidadas, mas são conquistadas por intermédio de lutas engendradas por diversos atores sociais. Nessa perspectiva, os direitos de segunda geração, cujo valor-fonte é titularidade coletiva e com caráter positivo consubstanciam a liberdade de ir e vim, ao preconizar o absenteísmo estatal na esfera do bem-estar do indivíduo. Em contra partida, na sociedade pós-moderna, com a consolidação do capitalismo e a fusão dos bebidas alcoólicas na direção veicular, observa-se que o direito à locomoção é violado a fim de atender aos interesses econômicos empresariais no Brasil.

Enquanto Gilberto Freyre ressalta que o passado português foi positivo para a formação do brasileiro, um povo miscigenado e harmônico, Sérgio Buarque de Holanda quer romper com o passado colonial. Sergio diz, de maneira oposta a Freyre, que foi justamente a herança portuguesa o motivo de nosso atraso, de um Estado tradicional, cujo negligencia de algumas pessoas prevalecem. Em conformidade com Buarque, a lei seca no brasil traz consequências negativas para quem dirigir alcoolizado, mas positivos para toda a sociedade. Portanto, seja realizado um esforço governamental também no sentido de expor para a população a gravidade da situação e não apenas reprimir o fato social, mas, acima de tudo, prevenir que aconteça.

Além disso, destaca-se a negligência do governo brasileiro com as questões melhoria da implementação da seca, em que a ‘’ Modernidade Líquida’’ de sociólogo polonês Bauman, é um conceito sobre as mudanças ocorridas após a Segunda Guerra Mundial. Para ele, é um mundo sem forma, de incertezas, de medos, de ausência da concepção de progresso e fragilidade das relações sociais e institucionais. Assim, se os órgãos competentes, responsáveis por manter a ordem local (Policia Rodoviária Federal e Departamento Executivo de Transito dos estados ‘DETRAN’), não se comprometem com a defesa e com a preservação nas vias brasileiras, a reestruturação da relação entre o homem e o respeito a vida permanece inviável.

Portanto, o Congresso Nacional deve formular ainda mais leis que limitem essas negligência realizada por pessoas de má-índole, por meio de direitos e punições aos que descumprirem, a fim de acabar com exagero de motoristas ultimam bebidas no volante. As escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, com a participação do DETRAN e especialistas, que debatam acerca de como agir em relação a vida do dia a dia, com o objetivo de desenvolver, desde a infância, a capacidade de dirigir com segurança. Feito isso, será possível a construção de uma população que busque os direitos de terceira geração.