ENEM 2013 - Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
Enviada em 04/04/2020
O conceito de Entropia, da Física, corresponde o grau de desordem no interior de um sistema termodinâmico. Em contrapartida, de maneira análoga às ciências da natureza, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se distante na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial às discussões acerca dos efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil e somente ações divergentes devem restringir essa problemática. Nessa ótica, mediante à realidade contemporânea, identificam-se dois fatores importantes: o descaso estatal e a limitada concentração midiática frente à configuração socioespacial.
Em primeiro plano, é notório pontuar que o despreparo cívico governamental e sua aplicação sejam um dos mediadores do problema. Prova disso, segundo a pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), em 2013, constatou-se que 87% dos indivíduos nunca frequentaram um atendimento hospitalar de alta qualificação profissional. Todavia, diante dessa perspectiva, evidencia-se a fragilidade do Poder Público em oferecer um sistema de infraestrutura econômica eficiente às esferas populacionais em escala macroscópica nacional e a facilidade desse número registrado tornar-se constante, viabilizada por negligência estatal, devido à ausência de fiscalização e administração por parte da articulação de gestões governamentais, como também prejudica na propagação de educação cidadã nas Instituições Publicas e Privadas de nível fundamental II e médio, o que tem consolidado uma sociedade cada vez menos analítica e utilitarista.
Em segundo plano, nessa assertiva, destaca-se a má influência midiática, que ainda é o vetor ativo desse impasse. Sob essa conjuntura, o filósofo iluminista Immanuel Kant, em sua compreensão sobre o “Racionalismo Moderno”, afirma que o princípio da ética é agir de forma para que essa ação se torne uma prática universal. Nessa lógica, paralelamente a essa postura moral, ações estatais são imprescindíveis para garantir na transposição de obstáculos propiciados pela inércia dos fatos sobre o quadro alarmante, sem perceber que o alcance da transformação social pode partir de iniciativa própria.
Portanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), como instância máxima dos aspectos educacionais, deve com urgência, adotar estratégias psicopedagógicas para mitigar as dificuldades que segmentam nos efeitos da implantação da lei seca aos alunos brasileiros. Essa ação pode ser feita por meio de palestras didáticas e simpósios ministrados por especialistas no assunto, as quais elucidem a importância de combater tais atos infringíveis à sociedade nacional, com o objetivo de promover criticidade e educação cidadã no ambiente escolar. Ademais, compete o Governo Federal, aliado ao Poder Legislativo, devem formular leis que ponderam uma atitude mais engajada às esferas civis.