ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 08/06/2026
No sistema econômico atual do Brasil, e da maioria do resto do mundo- o capitalismo-, existe uma relação forte entre o mercado e o consumidor, na qual há uma constante manipulação e persuasão que geram o consumismo. Tais manobras são realizadas através de propagandas, que variam de acordo com seu público e com seu objetivo. No caso em que o alvo das publicidades é o público infantil, gera-se bastante debate, tendo em vista que crianças ainda são seres em desenvolvimento, e não possuem total controle e responsabilidade para receber estímulos ao consumo, como ocorre em vários casos. Logo, urge a necessidade de discussão de tal temática dentro do Brasil, analisando os motivos que levam as autoridades a crer na proibição ou regulação de tal prática, assim como seus desdobramentos na sociedade brasileira.
De fato, é possível notar como o histórico publicitário foi danoso a determinadas parcelas da população. A exemplo, pode-se citar a propaganda de cigarros, que era feita descontroladamente e com poder excessivamente apelativo, levando ao tabagismo por grande parte das pessoas, vítimas de tais mecanismos. Como consequência, os órgãos reguladores tiveram que tomar providências acerca de tal problema e proibir a circulação de qualquer conteúdo que incentivasse a compra e o consumo de cigarros, que contém inúmeras substâncias tóxicas em sua composição. De forma análoga à do cigarro, as publicidades infantis podem causar sérios danos às crianças, pois, caso aconteça de maneira desregulada, a exposição a esse tipo de conteúdo pode despertar o desejo incontrolado e maléfico no jovem, podendo trazer consequências à sua saúde e à sua integridade mental.
Por conseguinte, há uma crescente insatisfação advinda dos pais e responsáveis dessas crianças, que defendem seus direitos, sendo a publicidade infantil uma possível ameaça a eles. Ao mesmo tempo, as empresas, anunciantes, emissoras e fabricantes de produtos infantis defendem a liberdade do mercado publicitário e acreditam que devem haver medidas menos abusivas para o controle das propagandas ao público infanto-juvenil, como a utilizada no artigo do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que estabelece que é dever da família, do Estado e da sociedade assegurar à criança o direito à dignidade e à proteção.