ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 26/09/2019
Durante o estado novo, Getúlio Vargas investiu fortemente na sua imagem como “o pai dos pobres”, estratégia que foi facilmente aceita pelo publico alvo- a classe baixa- devido ao baixo senso critico do mesmo. Atualmente, observa-se uma tentativa das empresas em persuadir crianças através de propagandas publicitarias, o que é resultado não apenas do conteúdo apelativo não regulado pelo governo, mas também pela falta de educação econômica nas escolas.
Antes de mais nada, vale salientar a ineficácia do governo na fiscalização de propagandas com conteúdos apelativos voltados ao público infantil. Na Constituição cidadã, em seu artigo 6, é garantido a proteção da infância como direito social, entretanto, ao notar as propagandas veiculadas pela mídia, confere-se um descumprimento dessa lei, pois são utilizados como maneira de persuasão personagens relacionado ao mundo infantil, fazendo a criança querer o produto pela vinculação do mesmo com algum elemento do mundo dos desenhos animados, por exemplo. O fato supracitado ocorre diariamente no Brasil, sem que haja uma ação governamental para regular o que pode ou não ser exposto para o publico infantil, tornando as crianças um fantoche da publicidade.
Outrossim, é claro que a falta de uma educação econômica escolar é um empecilho à preservação da infância no Brasil. Segundo Pitágoras, é fundamental educar as crianças para que elas não sofram no futuro. Sob o olhar pitagórico, conclui-se que a total falta de senso critico infantil é resultado de uma educação incompleta no que tange o combate ao consumismo exacerbado, tornando as crianças um publico alvo de fácil controle a publicidade apelativa e livre de atores reguladores.
Portanto, por ferir a carta magna e ameaçar o futuro saudável economicamente, medidas devem ser tomadas. È imprescindível a atuação governamental na fiscalização de abusos em propagandas voltadas a menores, sendo objetivado erradicar conteúdos apelativos, por meio da criação de um portal de denúncias para que os pais possam expor os abusos e ajudar na proteção á infância. Cabe ao Ministério da Educação promover uma conscientização dos menores, com a implantação de uma matéria em todas escola e faixas de idade, que trate da educação econômica e dos problemas do consumismo, para que desde cedo aprendam a ser responsáveis e a escapar das armadilhas do capitalismo. Dessa forma, a publicidade infantil deixará de ser um problema para o futuro da nação; as crianças.