ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 23/09/2019

No período Era Vargas, eram distribuídas cartilhas nas escolas com apelo carismático para conquistar a aprovação política. Atualmente, essa estratégia é utilizada por intermédio de publicidade nas mídias, a fim de conseguir mercado consumidor de indivíduos com deficiência reflexiva acerca dos anúncios publicitários. Desse modo, a propaganda infantil tornou-se um obstáculo atual no Brasil.Nesse viés, não somente o estimulo ao consumismo, mas também a manipulação do comportamento de crianças configuram-se como desafios desse problema.

O Fordismo é um modelo de produção que surgiu durante a Segunda Revolução Industrial e caracteriza-se por produzir em massa um único produto. Hodiernamente, o Toyotismo é o modelo vigente, que tem como escopo fabricar vários itens de acordo com o público almejado.Contudo, tal método estimula o consumo precoce entre crianças que não desenvolveram a capacidade para avaliar o interesse das empresas. Dado isso, os hábitos de compras que se iniciam na infância podem gerar adultos com desconhecimento acerca das pretensões de grandes multinacionais e consumos inconscientes.

Além dessa questão, à luz do filósofo alemão, Karl Marx, “No mundo capitalizado, a busca por lucros ultrapassa valores éticos e morais”. Sob esse óptica, analisa-se que a procura por mercado consumidor extrapola princípios, visto que a propaganda infantil é uma ferramenta utilizada para manipular o comportamento de pessoas inexperientes. Isso ocorre devido a imaturidade relativa dessa faixa etária para lidar com a publicidade. Por conseguinte, esse público é influenciado a aderir produtos que estão em tendência e fica vulnerável a padrões de consumo e modelos alimentares.

Diante dos fatos mencionados, cabe ao Governo Federal , junto com Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações , coibirem publicidade nos meios midiáticos, por meio de fiscalizações e fortalecimento de políticas de propaganda infantil e multas para empresas que descumprirem tal legislação, com o fito de evitar a influência de consumo entre crianças. Ademais, é dever do Ministério da Educação , em consonância com a família, aderirem a medidas para evitar a manipulação infantil, por intermédio de diálogos e atividades lúdicas que estimulem o pensamento crítico ao consumismo, a fim de não influenciar o comportamento infantil.