ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 25/09/2019
Há mais de 2000 anos, a antiga pólis grega Esparta, fortemente influenciada pelo militarismo, recrutava os garotos de 7 anos e os submetia a um árduo treinamento com condições precárias e pouca alimentação. Hodiernamente, a situação das crianças é melhor, entretanto, devido a busca pela maior renda possível, as empresas criam propagandas apelativas, o que pode gerar consequências irreparáveis ao desenvolvimento das crianças. Desse modo, cabe analisar as causas, bem como os prejuízos sociais causados por essa problemática.
A priori, cabe analisar o que motiva esse problema a acontecer. A Guerra Fria, foi uma corrida armamentista entre os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética (URSS). Com a vitória dos EUA, na década de 1990, e a instauração do capitalismo como modelo econômico vigente em quase todo o mundo, as empresas buscam maneiras de obter a maior renda possível, fazendo propagandas exacerbadamente apelativas a públicos específicos. É o caso das crianças, que têm seu modo de pensar moldado pela publicidade podendo gerar empecilhos na liberdade de expressão no futuro. Logo, é notável que a busca por lucro é um dos principais motivadores disso.
A posteriori, é imprescindível ressaltar as consequências da publicidade infantil. A obra “Dom Quixote de la Mancha” de Miguel Cervantes, narra a história de um homem que, por consumir somente romances de cavalaria, fica alienado e começa a acreditar que é um cavaleiro. Distante do cenário imaginado por Cervantes, o consumismo das crianças nos dias atuais é um característica da sociedade, gerado em grande parte, pela publicidade infantil. Dessa forma, torna-se evidente que a busca por lucro impulsiona o consumismo.
Portanto, medidas públicas são necessárias para amenizar essa problemática. Para tanto, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com as instituições de ensino, deve inserir psicólogos e especialistas dentro das escolas, visando mitigar a alienação das crianças perante a publicidade. Isso seria feito por meio de oficinas durante o período escolar com aulas ministradas pelos especialistas. Além disso, compete ao Executivo a criação de um departamento fiscalizador de publicidades, objetivando tornar a publicidade menos apelativa. Somente assim o problema seria reduzido, e delírios como o de Dom Quixote seriam atenuados.