ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 04/04/2020
“Criança, a alma do negócio”, um documentário que mostra como no Brasil o público infantil se tornou alvo preferencial da publicidade. Analisando esta problemática, tem-se como principal dificuldade a vulnerabilidade da criança, assim, acarretando problemas como a fácil persuasão do indivíduo em relação às propagandas e o consumismo desde menor. Com base nisto, a publicidade infantil brasileira deve ser regulada cuidadosamente, para que haja um maior reparo que amenizem esses tons abusivos e persuasivos contidos neste meio.
É primordial abordar que, por ser um público vulnerável e persuadido com facilidade, as crianças são vistas pelas empresas como parte relevante do mercado. Porém, dos seis aos dez anos de idade é um período de formação de opiniões para as mesmas, sendo importante respeitar esse tempo um pouco distante da tecnologia, de acordo com a psicóloga Maria Cristina Montingelli. Tendo isso em vista, faz-se necessário que a fácil persuasão da criança seja impedida com o conhecimento e compreensão dos pais ou responsáveis.
Ademais, é de conhecimento social que vive-se o auge do capitalismo na última década, afetando não somente adultos, como principalmente os menores de idade. Em épocas comemorativas, como Páscoa, é possível observar que as empresas focam em ovos personalizados com brinquedos, assim, estimulando o consumismo na criança e cobrando um preço acima do normal. De forma análoga, é possível citar a música “7 rings”, da cantora americana Ariana Grande, cujo refrão diz “Eu vejo, eu gosto, eu quero, eu tenho”, representando a realidade de muitas crianças afetadas pela publicidade e propaganda brasileira.
Em virtude dos fatos apresentados, conclui-se que, a fácil manipulação em crianças e o consumismo são principais fatores para que ocorra a persuasão na publicidade infantil. Com isso, faz-se necessário que a legislação brasileira crie maiores barreiras às empresas publicitárias, a fim de garantir que o público principal não seja alvo de interesses comerciais pela sua falta de opinião. Além do mais, cabe ao Ministério da Educação e aos pais responsáveis, auxiliar no crescimento do indivíduo, o incentivando a questionar-se o que é realmente de sua necessidade de forma crítica. Desta forma, será possível criar uma sociedade de forma igualitária e ética.