ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 03/04/2020

No filme nacional “Criança, a alma do negócio”, a diretora Estela Renner transpassa uma crítica ao consumo exacerbado na infância o qual é impulsionado pela publicidade ilimitada destinada diretamente às crianças. Tal tipo de entretenimento faz com que pais e educadores reflitam sobre o papel do consumo infantil e repensem sobre seus papéis na sociedade e na formação das futuras gerações. Certamente, a publicidade infantil exagerado possui um impacto negativo sobre a vidas das crianças, prejudicando seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional e gerando problemático incentivo consumista da sociedade capitalista.

Em primeiro lugar, é imprescindível frisar que o demasiado consumo de marketing feito pelas crianças dificulta o seu progresso quanto infanto, podendo atrasar sua evolução intelectual e seu biotipo. Na longa-metragem nacional “Muito além do peso”, a obesidade infantil é abordada de uma forma incomum, encontrando com uma das razões principais para a situação que atinge cerca de 73% das crianças do Brasil as propagandas alimentícias destinadas aos jovens. Assim, torna-se evidente o impacto negativo das campanhas publicitárias, tanto na vida infantil quantos dos adultos responsáveis por ela, por terem que lidar com suas consequências na saúde dos pequenos.

Em segundo lugar, não deve-se negar o fato de que os comerciais influenciam a inserção da população no sistema capitalista precocemente. De acordo com o Instituto Alana, que luta socialmente contra o consumismo infanto-juvenil desde 2005, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa influência nos processos de produtos ou serviços. Analogamente, o gasto excessivo é uma ferramenta de incentivo ao capitalismo que alimenta desigualdade social e encorajar crianças a interagirem com esse sistema é garantir a continuidade do desequilíbrio global.

Em suma, a publicidade infantil gera impactos negativos desde a saúde das crianças até o preliminar incentivo ao consumo excessivo. Sendo assim, o Governo Federal deve tomar medidas para prevenir tais consequências, como a criação de aulas de introdução a economia no ensino fundamental. Desta forma, o Ministério da Educação deve ser o órgão responsável dessas mudanças, produzindo aulas de formas simples, para que crianças entendam a importância do controle monetário e como não serem influenciadas a comprar por propagandas encontradas. Nesse sentido, as aulas devem ser introduzidas de uma forma que os responsáveis dos alunos também sejam incluídos, para que assim, não só as crianças, mas eles também saibam como evitar os malefícios da publicidade infantil.