ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 03/04/2020

O desenho “Charlie e Lola”, exibido na década de 2000 pela TV Cultura, foi um grande sucesso infantil no Brasil. O “leite rosa” aparecia na abertura do programa e era frequentemente mostrado entre os episódios. Com isso, muitas crianças queriam consumir a bebida e tentavam encontrar nos mercados, porém, a mesma era apenas uma ilustração, sem intenção de publicidade. Diferente disso, muitas empresas tentam lucrar com a vulnerabilidade do publico infantil, utilizando elementos específicos para chamar atenção das mesmas e as induzindo à comprar. A partir disso, o assunto foi colocado em pauta e criou-se uma resolução, porém ainda em dúvida de como deve ser aplicada, e, surgiu também, uma rivalidade entre pais e publicitários.

A estrela do publico infantil, Larissa Manoela, atualmente com 19 anos, participou do programa “Menos é Demais”, apresentado por Chira Galadeta, onde os famosos são convidados à refletirem sobre o consumo exagerado e sustentabilidade. Mesmo com pouca idade, Larissa disse que se rendeu ao consumismo por desejo de adquirir tudo o que via nos comerciais. Assim como diversas crianças, a atriz era persuadida com as propagandas que abordavam o público infantil, que é facilmente influenciado pelas mesmas, e por fim, comprava os produtos apresentados. Dessa forma, a futura sociedade está exposta à ser manipulada pela mídia, sem uma visão crítica e senso de consumo.

As opiniões sobre a regulamentação dos comerciais se divergem entre os pais e os publicitários. As empresas de brinquedos infantis por exemplo, dependem essencialmente da abordagem desse público para as vendas. Por outro lado, pais acreditam que os comerciais são abusivos, por se tratar de crianças que ainda não desenvolveram a questão de necessidade e futilidade, além disso, julgam apelativo tais propagandas serem voltadas aos mais novos, pois afinal, quem compra o produto não são os pequenos.

Em suma, a questão da publicidade infantil deve ser tratada com cautela. Deve haver uma regulamentação do que pode ou não pode ser utilizado como elemento persuasivo. Isso, feito através do conselho nacional de publicidade, para que o abuso de manipulação expire. Além disso, a criação de propagandas de produtos infantis destinadas aos pais, é outra solução cabível para evitar o futuro de indução e consumismo, que será real caso tais medidas não forem aplicadas. A questão da regulamentação não se impacta apenas no rendimento das empresas, mas também nos indivíduos e no ambiente em que vivemos.