ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 09/05/2020

O ato de analisar as opções ou situações e formar uma opinião própria sobre algo não é uma habilidade desenvolvida em crianças. Esta habilidade de posicionamento se desenvolve ao longo dos anos e é possível identificar sua presença na adolescência, mas não antes disso. Crianças são facilmente persuadidas a pensarem algo e não tem a capacidade de se posicionar por conta própria, por mais que acreditem que sim. A publicidade infantil, no geral, persuade crianças a quererem algum produto para que empresas vendam em maior quantidade, e é necessário impor limites a estas propagandas.

Do ponto de vista do marketing essa persuasão é muito efetiva, pois se mais crianças pedirem pelo produto, mais pais ou responsáveis irão comprá-lo, porém não é ética. Em muitos comerciais pode-se ver o uso de personagens, artistas infantis para a venda de algum produto, e por mais que a criança não se interesse por carros, por exemplo, se o personagem favorito dela aparecer na propaganda de um carrinho de brinquedo, ela automaticamente pedirá aos seus pais aquele brinquedo, mesmo ela não gostando dele e não o-querendo realmente. É realmente necessária a divulgação de um produto, desde que seja direcionada a adultos ou adolescentes, faixas etárias que tem como habilidade definir gostos e opiniões pessoais sólidas.

Em muitos países pelo mundo essas propagandas possuem um certo tipo de limite ao serem divulgadas como não incluir personagens, passar em horários em que se estima que crianças não estarão assistindo a TV e entre outros. No Brasil, é apenas necessário um acordo da empresa com o governo porém essa situação deveria ser diferente, visto que a persuasão das crianças não é realmente evitada. Para a solução desse problema é necessária a imposição de limites pelo governo em forma de leis, assim como já ocorre em outros países, como medida para divulgar o produto, mas não expô-lo de um modo que convença uma criança de que ela quer aquilo, deixar essa responsabilidade de saber o que é melhor e o que a criança gosta com seus responsáveis, e não com diretamente com elas.