ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 05/04/2020

A publicidade voltada para as crianças sempre foi muito persuasiva e, de certa forma, perigosa. No período da 2° Guerra Mundial, a publicidade foi utilizada de forma abusiva para criar jovens seguidores do nazismo na Alemanha, mostrando uma utopia alemã criada pelos filmes nazistas. De forma semelhante mas menos radical, as propagandas voltadas ao público infantil brasileiro atualmente são manipuladoras e abusam da sensibilidade das crianças, a fim de criar símbolos muito chamativos com o intuito de vender produtos. Por isso, a publicidade infantil deve ser controlada com o objetivo de não alienar ou manipular as crianças para fins comerciais, evitando danos físicos, psicológicos e outros problemas para as famílias.

Primeiramente, deve-se considerar os problemas que a propaganda infantil pode trazer para dentro dos lares. Em certas situações, a publicidade infantil pode fazer as crianças agirem sem consentimento dos pais, causando problemas com gastos excessivos ou outros transtornos. Em relação a isso, pode ser citado o sorteio organizado pelos influenciadores digitais “Irmãos Neto” para uma visita à “Netoland” que, para participar, era necessário fazer ligações onde eram cobrados impostos sobre elas. Algumas crianças, sem consentimento dos pais, acabaram por ligar e causar problemas pela cobrança das ligações que, em certos casos, foram feitas consecutivas vezes.

Ademais, as publicidades podem trazer transtornos físicos e psicológicos para as crianças. Por influência de comerciais e propagandas, a população mais jovem é influenciada ao consumo de comidas que não são saudáveis - através da venda de brinquedos por parte dos restaurantes “fast-food”, por exemplo - trazendo problemas como obesidade.  De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 10% das crianças brasileiras com idades entre 5 e 9 anos possuem obesidade, e isso é um reflexo do consumo exacerbado de “guloseimas” impulsionado pelas propagandas.

Portanto, é possível concluir que existe a necessidade de controlar e regulamentar a publicidade voltada para as crianças brasileiras. Como ação principal, o Poder Executivo do Governo deve aprovar uma lei sobre a regulamentação da publicidade infantil que proíba o uso exacerbado de elementos que sejam apelativos para crianças - como chamar a atenção para os produtos através de personagens ou celebridades. Além disso, cabe à sociedade cobrar e denunciar as empresas responsáveis pelas demonstrações apelativas desses produtos, fazendo campanhas e movimentos na internet contra tais entidades, a fim de evitar problemas para as crianças e suas famílias, seja no presente ou no futuro desses jovens.