ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 06/04/2020

Durante a Revolução Industrial as empresas passaram a fazer uso de propagandas comerciais como ferramenta de estímulo ao mercado recém instalado, e ainda na Primeira Revolução o público infantil já era alvo de tais atividades econômicas. Seguidamente, após a Guerra Fria e com avanço do capitalismo, essas práticas se intensificaram ainda mais. Hodiernamente, no Brasil, é notório que ainda há grande discussão acerca da publicidade infantil e a problemática instala-se no abuso da vulnerabilidade da criança visando o avanço do mercado comercial, impulsionado pelo sistema capitalista.

Em primeiro plano, pode-se observar que, segundo o site Criança e Consumo, as crianças passam aproximadamente cinco horas e trinta e cinco minutos em frente a televisão todos os dias. Com isso, uma gama de anúncios e propagandas são apresentadas a esses indivíduos e, consequentemente, faz com que eles sejam induzidos ao consumo de um produto específico que lhe chame atenção. Ademais, todo esforço feito por meios de comunicação que tem por objetivo estimular a compra em menores de 12 anos é caracterizado publicidade infantil, conforme o blog Ingage Digital.

Em segundo plano, nota-se que o uso de propagandas normalmente utilizam-se de figuras apelativas para captar a atenção do público. Por exemplo, o kit de lanche “McLanche Feliz” faz uso de desenhos e personagens que estão em destaque para criar seus brindes e aumentar o número de vendas dos lanches. Como resultado, isso desperta um ato impulsivo na criança que faz com que seus pedidos sejam levados ao responsável, que por influência do menor é levado a adquirir o produto. Dessa forma, faz-se relevante a frase célebre de Pitágoras: “Eduque as crianças e não será necessário castigar os adultos.”, as concepções introduzidas na mente de uma criança moldam seu caráter futuro, e nessa ilusão gerada pela alienação midiática, resultaria em adultos impulsivos absortos.

Portanto, tendo em vista os fatos supracitados, torna-se imprescindível que o Poder Legislativo crie leis que visem limitar as propagandas infantis transmitidas por meios de comunicação em horários nobres. Além disso,  é necessário que seja regulamentado o uso de personagens infantis para a divulgação dos produtos. Da mesma maneira, é preciso que palestras e consultas populares sejam feitas visando a conscientização dos responsáveis acerca dos possíveis efeitos do consumo impulsivo no menor. Com essas atitudes, a publicidade infantil deixará de ser um problema que assola o país e será possível criar um ambiente seguro para a nova geração.