ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 05/04/2020

De acordo com Rousseau, o homem fora moldado bom e feliz pela natureza, porém a sociedade é capaz de deprava-o. Analisasse, portanto,  que publicidade é nociva ao público infantil, devido a sua influência no desenvolvimento do indivíduo. E tal problemática decorre-se da busca dos publicitários em promover produtos por métodos apelativos e também, do discernimento das crianças, o qual ainda não está totalmente concebido.

Em primeiro plano, observá-se em uma quantidade geral de comerciais: o incentivo a compra de determinado objeto, induzindo de maneira inapropriada o consumidor a obter-lo. Exemplos como comerciais de brinquedos: Hot Wheels e Max Steel cujo foco é apresentar, de forma manipuladora, o contentamento em possuir-los. Deste modo influenciando  os menores a uma vontade, antes inexistente, de consumir tais produtos.

Em segundo plano, baseando-se na obra de John Locke: “Ensaio Acerca do Entendimento Humano” a qual reflete que os seres humanos desenvolvem seu conhecimento a partir das experiências próprias e como os mesmo estão dispostos na sociedade. Logo, afirma-se que a autorregulamentação publicitária é um risco para as crianças, visto que as mesmas não possuem uma criticidade formada. Isto as deixam suscetíveis à alienação, causada por programações infantis que visam provocar algum desejo de consumo.

Portanto, constatando como o apelo em anúncios e a falta do ponto de vista crítico do público infante é prejudicial para o desenvolvimento dos indivíduos na sociedade brasileira, cabe o Conanda a estabelecer intervenções severas a qualquer tipo de publicidade infantil que atende as características persuasivas, e também a realização de palestras e discursos pelas instituições escolares que buscam conscientizar os estudantes a criarem uma visão crítica o quanto antes. Logo, atendendo as recomendações ocorrerá o controle da publicidade que não irá inferir a alienação dos infantes na nação.