ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 06/04/2020

O “Mito da caverna” uma filosófica redigida por Platão na antiguidade, retrata a o medo e o receio das pessoas de saírem de sua zona de conforto, por conseguinte negando a realidade. Essa obra é um retrato da situação da atualidade diante da publicidade infantil, pelo fato de que pouco se discute obre este assunto na sociedade, mesmo que elas não tenham uma concepção critica a cerca do que pode ser melhor para elas. Diante disso é necessário que haja intervenções diante a esta problemática.

Primeiramente, vê-se que a estrutura econômica presente no Brasil está entre as causas da questão. De acordo com o ideário marxiano, a economia é a base da sociedade, sendo assim, capaz de influenciar comportamentos e pensamentos, tal fato, aplica-se no âmbito publicitário infantil, o qual procura persuadir as crianças ao consumo exagerado em detrimento de lucro, ao contrário da manutenção da saúde mental dos pequenos consumidores. Além disso, a publicidade influência a ação e o psicológico, pelo fato de que as crianças são colocadas a uma realidade que a compra de bens materiais nos leva a felicidade.

Outrossim, o governo não possui mecanismos adequados e efetivos de controle para o que está sendo propagado aos jovens, deixando uma lacuna para empresas utilizarem o marketing infantil de forma livre como bem entendem. Porém, a publicidade ao atingir o indivíduo durante a infância, além de induzi-lo, pode causar exclusão social, quando há falta de recursos por parte da família, impedindo a compra de determinado produto. Assim, tal fato pode reverberar em maiores problemas no futuro do cidadão, com o aparecimento de doenças psicológicas como, por exemplo, a depressão.

Logo, para que haja a atenuação dessa conjuntura, é necessário que o Governo Federal do Brasil estabeleça horários e faixas etárias para os anúncios que são, principalmente, veiculados pela televisão e por plataformas digitais como o Youtube. Além disso, a família e as instituições de ensino devem promover campanhas educacionais sobre o consumo consciente e a igualdade social, por meio de palestras ministradas por professores e pais, a fim de desenvolver o juízo de valor e uma capacidade intelectual mais equilibrada ao longo do tempo. Por conseguinte, tais ações contribuíram para que as crianças deixem de serem objetos dos interesses mercadológicos originados no século XVIII.

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