ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 10/05/2020

A concepção de criança ao longo da história deu-se através de inúmeras variáveis. Em Esparta, elas eram vistas como futuros guerreiros e, adiante cronologicamente, como mão-de-obra barata para o desenvolvimento industrial. Contudo, na atual conjuntura sócio-econômica, às crianças é reservado um papel diferente de priori, bem como fundamental para a efetivação do sistema, o qual tem no contato com o consumismo propagado de diversas formas para variados tipos de pessoas, sua base. Desse modo, a partir das técnicas de marketing destinadas ao público infantil, gera-se na sociedade um desequilíbrio na concepção de necessidades do indivíduo e, em consequência, o consumo não reflexivo.

O capitalismo tem como foco problemático a produção em massa, visto que, para alcançar o máximo de consumidores possíveis, as empresas utilizam dos diversos meios de publicidade para atingir seu principal objetivo, sendo ele, tornar determinado produto atrativo à compra. Sendo assim necessário um processo de construção de concepções desde a tenra idade, o qual ocorre mediante à prerrogativa de necessidade de consumo constante e insatisfação com os bens já obtidos, algo que em decorrência da generalização da publicidade presente na consciência coletiva da sociedade faz com que essas percepções seja adotadas pelas crianças.

Com isso, esse uso de mecanismo de propagação de produtos através da televisão, plataformas streamings, rádio, e ene outros meios de comunicação, se torne um caminho para fazer as crianças, futuros consumidores cegados pela tentação do mercado, com varias motivações para as suas ações vindas do que Hezberg considera de fatores superficiais, os quais não suprem as reais necessidades do indivíduo, tendo em decorrência, a satisfação baseada na volatilidade do sistema.

Diante disso, é imprescindível a reflexão sobre o tema na sociedade brasileira, mediante o fato de que o sistema atual tem nas crianças, os consumidores do futuro. Para finalizar, o MEC deve instituir economia como disciplina do núcleo comum no Ensino Fundamental I e II, desenvolvendo nas crianças percepções para o consumo saudável, juntamente com políticas públicas de cursos de educação financeira para os pais nas escolas publicas e particulares das cidades no país. Somente assim a sociedade terá pessoas autônomos e não rendidos à dependencia que muitas vezes o mercado prega.