ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 21/06/2020
‘’Compre agora, suas brincadeiras nunca mais serão as mesmas’’, essa é a frase do comercial da Hot Whells, empresa fabricante de produtos infantis. É cada vez mais comum, nos meios de comunicação brasileiro, propagandas que tem como público alvo as crianças. Essas incapazes de distinguir a necessidade do desejo sempre almejam possuir tais produtos. Afinal, as brincadeiras serão diferentes. Mas, em contrapartida, o abuso da publicidade infantil acarreta uma série de problemas, tanto para a criança, tanto para a família.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a publicidade para crianças é uma preocupação mundial, tendo sido proibida em alguns lugares. O Brasil optou pela autorregulamentação, a exemplo o que fizeram os Estados Unidos. Certamente, essa decisão foi equivocada, pois naquele país é alto o índice de obesidade infantil provocada pelo consumo abusivo de produtos. Ambos os países possuem grandes redes de fast-food que utilizam de maneira abusiva, em suas propagandas, personagens infantis com o objetivo de persuadir tal público e promover um maior consumo de produtos industrializados. Sendo assim, sem regras claras o Brasil corre o risco de ter sua população obesa no futuro próximo.
Sob outra análise, a publicidade infantil, quando abusiva, traz prejuízos as crianças e suas famílias. No desenho ‘’ riquinho o rico’’, o personagem, por ter uma condição socioeconômica favorável, esbanja de ganhar tudo o que sempre quer. Porém, essa não é uma realidade das famílias brasileiras. As propagandas infantis que circulam nas mídias sempre possuem verbos apelativos que induzem as crianças, de todas as classes sociais, a comprar. Desse modo, elas ao serem influenciadas pedem aos pais os produtos, que por vezes se sentem incapazes de comprá-los, pela falta de poder econômico. Assim, as crianças, além de não conseguirem o que tanto desejam deixam os pais em condições de impotência.
Em síntese, há uma necessidade de mudança na prática do comercial infantil. Incube ao congresso nacional, a promulgação de uma lei que visa controlar de forma efetiva as propagandas infantis. Essa, por sua vez, pode restringir o uso apelativo de palavras, além de proibir o uso de personagens que influenciam de forma severa as crianças a comprar. Ademais, é dever dos pais orientar, de modo claro, seus filhos sobre a real situação financeira em que vivem e também das suas reais necessidades, afinal, mesmo sem grandes brinquedos, as crianças de antigamente também eram felizes.