ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 07/07/2020
Com os avanços do capitalismo, vender tornou-se mais prático e mais fácil para as empresas. Todavia, as propagandas e publicidades utilizam da imagem de jovens para potencializar seu capital, o que produz questões a serem debatidas. Dessa forma, a publicidade infantil produz desafios a serem superados, sendo um deles o trabalho infantil e o consumo desacerbado das crianças.
Em primeiro lugar, a publicidade com crianças incentiva o trabalho de menores de idade. Nesse sentido, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que uma das perversidades da globalização é o trabalho infantil, o que permite visualizar os jovens como simples objetos e mão de obra. Com isso, as propagandas com crianças é um trabalho infantil que utiliza da imagem deles para potencializar as vendas, além de transformar a pessoa em um simples objeto a ser comprado para determinados serviços, expondo sua imagem e lucrando em cima dela. Exemplo dessa exposição são as propagandas e os programas infantis que utilizam de jovens para atrair um público maior, como novelas e shows de talentos. Logo, a regulamentação dessa área se faz necessária para o bem social.
Em segundo lugar, a publicidade potencializa o consumo exagerado das crianças. Nesse aspecto, Pierre Lévy, filósofo francês, argumenta que o real é potencializado pelo virtual, sendo que a internet e a televisão ampliam o alcance das coisas, além de dar mais poder a elas. Assim, as propagandas infantis adquirem mais poder ao adentrar o mundo virtual, alcançando mais o público jovem e tornando o consumo deles maior, além disso a utilização de personagens e outras crianças atraem ainda mais esse público a comprar a mercadoria oferecida, o que influencia esses indivíduos a consumir de maneira exacerbada.Exemplo dessa potencialização são as propagandas de parques e brinquedos que utilizam de montagens e de personagens infantis famosos para capturar o público mais jovial. Deste modo, deve-se limitar o alcance dos meios virtuais, ensinando o que as pessoas estão comprando. Portanto, o Ministério da Cidadania, em parceria Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), deve realizar ações, como eventos e palestras, por meio de discussões abertas, da mesma forma que é realizada as propostas de lei, para que assim seja debatido normas e regras a serem estabelecidas para a proteção infantil, evitando a objetificação da criança. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com a Conanda, deve realizar ações, como aulas, por meio de eventos escolares, da mesma forma que é feito demais trabalhos escolares, para ensinar e lecionar a respeito do consumo de produtos as crianças, exibindo como reconhecer e como entender o que ela compra e de onde ela compra, para que dessa maneiras problemas futuros sejam evitados e que haja limite na influência exercida pelas publicidades, afim de manter a harmônia da juventude.