ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 19/07/2020
Sociedade Sipnótica
Durante o século XX, com a queda do sistema de produção fordista e ascensão do toyotismo, as vendas passaram a focar mais em fazer o cliente querer o produto e não comprar apenas por necessidade. Para isso acontecer uma estratégia usada é a publicidade. A propaganda intensifica o consumo e trás consequências como apelação ao público infantil. Por isso, é necessário discutir os problemas acerca da publicidade para o público infantil no Brasil e buscar formas de proteger as crianças do país.
Em primeiro lugar, deve destacar que no Brasil existe o código de defesa do consumidor. No artigo 37, é especificado que a propaganda não deve aproveitar da deficiência de julgamento e experiência das crianças. Mas, devido a falta de fiscalização governamental e dos pais, isso acaba passando despercebido pelos responsáveis. Acarretando em impactos diversos na infância, por exemplo, a obesidade quando expostos a produtos maléficos para a saúde como alto teor de sódio, gordura e açúcar.
Também, é importante discutir o impacto da propaganda na desigualdade social. A propaganda impõe para o público um padrão de vida, somado com a falta de educação econômica das crianças, os país compram para minimizar a exclusão, principalmente no ambiente escolar. Então, as empresas voltadas para o público infantil aproveitam da situação e como o filósofo Zygmunt Bauman descreve a sociedade atual, as crianças vão se tornar “Numa sociedade sipnótica de viciados em comprar”.
Portanto, fica claro a urgência de contornar a situação da publicidade infantil atual. Para isso acontecer, é necessário uma fiscalização mais efetiva, é preciso que seja divulgado através da mídia para os pais sobre os perigos que as crianças sofrem diante da publicidade e a necessidade de controlar o que assistem. Também, o Ministério da Educação deve incluir no ensino fundamental matérias de filosofia e educação financeira de forma lúdica para que as crianças tenham o poder de julgamento. Só assim, a sociedade futura poderá contornar o pensamento de Bauman.