ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, observa-se na realidade contemporânea o oposto do que o autor prega, uma vez que a publicidade infantil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal, quanto da incapacidade escolar.
Inicialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito à privacidade. Contudo, o descumprimento desse direito agride a legislação e demonstra a incapacidade estatal de promover políticas públicas para o combate do empecilho. Devido à falta de atuação das autoridades, para coibir a exposição indesejada. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, a falta de capacidade técnica do corpo docente nas escolas é um dos agravantes do imbróglio. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal. Nesse aspecto, o sistema de ensino que limita o próprio senso crítico dos cidadãos sobre a exposição infantil exacerbada. Por outro lado, a partir de uma educação de qualidade, é possível minimizar os efeitos do problema, a fim de desenvolver os indivíduos e torná-los adultos sociáveis e inseridos na comunidade.
Portanto, com intuito de mitigar o desenvolvimento da exposição, é necessário que o Ministério da Educação juntamente ao Governo Federal, criem um fundo monetário para a criação de programas para limitar nas redes sociais e na mídias a publicidade exacerbada, além de criar um programa de capacitação dos responsáveis das mídias , a fim de diminuir o apelo extremo nas publicidades. Somente assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.