ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 08/08/2020

O ‘‘Eudemonismo’’ é uma doutrina ética, proposta pelo filósofo grego Aristóteles, que afirma ser a felicidade a causa final dos atos humanos. No entanto, no Brasil, essa finalidade tem sido barrada devido ao teor abusivo da publicidade infantil. Tal situação é fruto tanto exploração de empresas sobre a vulnerabilidade das crianças, quanto da baixa atuação do Estado na atenuação de tal ocorrência.

Em primeiro plano, é importante destacar que as empresas privadas ao investirem em propagandas de cunho infantil, exploram diretamente a vulnerabilidade dos menores, que, por sua vez, ainda não possuem o mesmo criticismo, quanto ao teor apelativo que as propagandas possuem, que os adultos possuem. Logo, elas são mais suscetíveis a serem seduzidas com a retórica dos comerciais, que usufruem de diversas ferramentas persuasivas para atrair as crianças, seja usando personagens de desenhos animados, ou, fazendo uso de uma linguagem apelativa. Consequentemente, as crianças tendem a adquirir, cada vez mais cedo, o comportamento consumista, sendo influenciadas diretamente pelos discurso apelativos e atrativos  que os comerciais infantis trazem consigo.

Em segundo plano, é necessário destacar que o teor abusivo da publicidade infantil deriva da baixa atuação das autoridades para conter a problemática. Devido à falta de atuação do governo nesse setor, as empresas privadas aproveitam essa ‘‘brecha’’ para investirem em comerciais infantis, adquirindo assim mais consumidores e aumentando seus lucros, sem se preocuparem com possíveis consequências desse ato, como o consumismo que cresce exponencialmente entre os mais novos. Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, declara ser dever do Estado garantir a harmônia social, já que, segundo ele, o homem é mau por natureza, e por isso, precisa que o Estado regule as relações humanas para inibir o seu estado natural.

Por tanto, é mister que o Estado produza medidas que atenuem o avanço da adversidade no cenário brasileiro. Logo, o Ministério da Justiça deve investir em uma maior regulação de propagandas infantis, por meio de capital fornecido pelo Tribunal de Contas da União, para que os conteúdos sejam fiscalizados com maior eficácia e não explorem a vulnerabilidade dos menores. Assim, será possível reverter esse quadro negativo e atingir o Eudemonismo aristotélico: A felicidade.