ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 23/08/2020
O ‘‘Eudemonismo’’ é uma doutrina ética, proposta pelo filósofo grego Aristóteles, que afirma ser a felicidade a causa final dos atos humanos. No entanto, tal finalidade tem sido barrada devido aos malefícios proporcionados pela publicidade infantil. Tal situação ocorre com a exploração da deficiência de julgamento dos mais novos e deriva da baixa atuação do Estado na atenuação de tal ocorrência.
Em primeiro plano, é importante destacar que o setor publicitário faz uso de diversos recursos persuasivos para atrair a criança, entre eles o uso de linguagem infantil, e ela, por ser vulnerável e não ter os juízos morais ainda formados, não possui a capacidade de julgar o que lhe é mostrado e acaba sendo influenciada por aquilo que é exibido nos comerciais. Analogamente, Hannah Arendt, filósofa alemã, em seu ensaio ‘‘A crise na educação’’, afirma ser dever dos adultos proteger as crianças do mundo, pois, quando expostas ao mundo sem a proteção de sua privacidade, sua qualidade vital é destruída. Sendo assim, os adultos devem proteger o público infantil, que é vulnerável, dos artifícios persuasivos que o mundo da publicidade voltada a esse público evoca.
Em segundo plano é necessário destacar que os malefícios causados pela publicidade infantil deriva da baixa atuação das autoridades para conter a problemática. Devido à falta de atuação governamental, o problema ainda persiste, já que, ainda não foi implementado nenhuma medida efetiva que proteja os mais novos, e vulneráveis, do setor publicitário que visa persuadi-los. Analogamente, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, declara ser dever do Estado garantir a harmônia social, já que, segundo ele, o homem é mau por natureza, e por isso, precisa que o Estado regule as relações humanas para inibir seu estado natural.
Portanto, é mister que o Estado produza medidas que atenuem o avanço da adversidade no cenário brasileiro. Logo, o Ministério da Justiça, deve aumentar o número de agentes fiscalizadores de comerciais, por meio de capital fornecido pelo Tribunal de Contas da União, para que eles impeçam a incidência de anúncios publicitários voltados ao público infantil, com o objetivo proteger as crianças dos artifícios persuasivos que tais comercias contêm e que se aproveitam da falta de juízo moral da primeira infância. Assim, será possível reverter esse quadro deletério e atingir o Eudemonismo aristotélico: A felicidade.