ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 31/08/2020

Jean Jacques Rousseau, filósofo iluminista e precursor do Romantismo, afirmou que o progresso de uma sociedade está diretamente ligado a autonomia social dos cidadãos que a compõem. Contudo, na atualidade, as dificuldades  encontradas  no que tange à publicidade infantil em questão no Brasil vão de encontro à máxima  de Rousseau, evidenciando uma das graves crises da sociedade hodierna. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal, quanto da inércia social.

Em primeiro plano, é preciso destacar que as autoridades públicas não se mostram interessadas em propagar a conscientização em relação a publicidade infantil no país Consoante o filósofo grego Aristóteles, em seu livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade e o bem-estar da população. Dessa forma, percebe-se que o Estado é falho, visto que sua omissão não permite a garantia de um direito que é, por lei, intrínseco a todo cidadão brasileiro e que auxilia na formação dos valores éticos de crianças e adolescentes:a dignidade. Assim, envolvido em um ciclo de incompetência governamental, é inadiável que o poder público atue para alterar essa realidade.

Em segundo lugar, é necessário destacar a posição individualista da sociedade se mostra como um dos entraves para a atenuação do problema. Dessa forma, faz-se necessário explorar a concepção de Simone de Beauvoir, ao afirmar: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres ‘humanos”, aplica-se ao contexto abordado. Isso, devido os indivíduos se posicionarem a devida atenção e suporte e de maneira irresponsável em relação a exposição de menores de idade em meios publicitários .

Nesse sentido, a sociedade brasileira confronta o ideal proposto por Beauvoir.

Averigua-se, desse modo, que medidas sejam efetivadas para combater a questão. Sendo assim, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve agir em favor da população, por meio do combate ao uso indevido de menores de idades em publicidades. que impeçam a atuação de pessoas que infligem as exigências legislativas, a fim de inibir o abuso do proveito de crianças em publicidades se espalhe pelo país. Outrossim, a sociedade, como conjunto de indivíduos que partilham os mesmos valores culturais e sociais, deve atuar em conjunto, por intermédio da conscientização geral, para que crianças e adolescentes tenham seus direitos preservados

, com o propósito de inibir a proliferação da normalização da sexualização de crianças e adolescentes.