ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 01/09/2020

Nos anos 90, a propaganda das “Tesouras do MicKey e Minie”, chamou atenção  por usar a frase “Eu tenho, você não tem”.Desse modo, despertando o sentimento de inferioridade no público infantil.Tendo em vista que as crianças estão em desenvolvimento e podem ser facilmente manipuladas, o CONAR proibiu a publicidade para crianças.No entanto, essa atividade ainda persiste e apresenta riscos graças ao advento da internet.

Tendo em vista que durante a infância não há discernimento entre a propaganda e a realidade e sendo comum o vinculo de personagens que fazem parte do entretenimento infanto- juvenil nas propagandas, o GONARD as regulamentou em todo o Brasil.Contudo, a regulamentação não se estende até a internet,  meio comum no cotidiano das crianças.Dessa forma, é tácito que as agencias não precisam mais da TV para fazer divulgações.Um exemplo disso, foram as bonecas  “LOL”, que segundo a revista VEJA, foram um fenômeno de vendas, usando o mundo digital e youtubers mirins que gravavam videos sobre a experiencia de ter o brinquedo como estratégia de divulgação.Configura, portanto, no despertar do desejo de consumo, nas crianças, por brinquedos que não desenvolvem a sua criatividade.

Nesse sentido, em movimento análogo a indústria de  brinquedos está a indústria alimentícia com a propaganda infantil.Um exemplo desse comportamento é a empresa Mc Donalds que oferece fast-foods acompanhados de brindes para as crianças, despertando o desejo de compra.Atrelado a essa estratégia, o individuo confunde a posse do alimento ou produto com a felicidade revelando o que Karl Marx chamou de " Retificação", quando o sujeito perde autonomia devido o vínculo com os bens de consumo.Além disso, vale ressaltar que a rede citada: Mc Donalds, segundo o Jornal Globo, foi multada por propaganda abusiva.Urge, nesse sentido, que a saúde ainda na infância é colocada em jogo quando as crianças são estimuladas a desejarem alimentos gordurosos e nocivos.

Ciente do risco eminente para as crianças, medidas são necessárias para remedia-lo.O Congresso Nacional, deve implantar um projeto de lei que fiscalize a publicidade na internet investigando os novos portais para divulgação como: redes sociais e videos da plataforma “Youtube”.Dessa forma, serão proibidas propagandas de cunho apelativo que utilizem figuras relacionadas ao mundo infantil, tendo em vista reduzir o comportamento consumista precoce, a manipulação e obesidade infantil.Assim, poderemos atuar valorizando o desenvolvimento sadio dos que, um dia, serão o futuro do Brasil.