ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 31/08/2020

As propaganda são estratégias sistemáticas de persuadir as emoções, atitudes, opiniões ou ações do público-alvo sobre determinados assuntos, e por isso, foi um recurso indispensável em inúmeros acontecimentos históricos, como o processo de instituição do Terceiro Reich por Adolf Hitler e na Ditadura militar brasileira de 1964. Diante do pressuposto, é necessário discutir os impactos dessa ferramenta em cima das crianças, e assumir que a propagação de conteúdos produzidos por essa estrutura é negativa para esse grupo em questão, o que pode ser comprovado pelo poder de dominação da mídia e as consequências fisiológicas que essas propagandas podem acarretar.

Primeiramente, é importante reconhecer o domínio que os meios midiáticos exercem sobre a população como um todo. Em conformidade com essa tese, o filósofo Theodore Adorno criou a teoria da Indústria Cultural, em que ele analisa como a publicidade manipula os sentimentos do homem por apresentar uma falsa e efêmera sensação de felicidade, contudo, mesmo ciente de tal fenômeno, o indivíduo não consegue romper com esse ciclo, pois, os canais de comunicação, de maneira coerciva, o induzem a participar desse ciclo. Portanto, por serem ainda mais influenciáveis, a classe infantil se encontra em uma situação de extrema vulnerabilidade perante a tamanha capacidade de controle.

Por conseguinte, é preciso destacar que o contato constante do jovem a esse merchandising pode provocar graves danos na saúde dos mesmos. Em concordância com essa afirmação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece - desde 2005 - a comercialização e publicidade de alimentos não saudáveis para a população infantil como um fator que contribui para o aumento dos níveis de obesidade e sobrepeso. Analogamente, pode-se dizer que a exposição excessiva do público infantil a conteúdos que o induzem a uma alimentação insalubre danifica a saúde dos mesmos, o que futuramente é capaz de fomentar em uma geração debilitada.

Dessarte, fica evidente que a publicidade infantil gera efeitos danosos para às crianças. Nesse sentido, é mister que o governo, através do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), fortaleça a fiscalização das propagandas destinadas ao público infante, para proporcionar uma mídia mais segura aos menores, livre de influências negativas que possam provocar problemas no desenvolvimento dos mesmos como cidadãos. Só assim, será possível a construção de uma geração de crianças capazes de amadurecerem suas capacidades críticas e, ademais, se verem livres do domínio dos meios de comunicação.