ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 31/08/2020
Após a Revolução Industrial iniciada em meados de 1780, as empresas necessitaram utilizar de propagandas comerciais como ferramenta para estimular o consumo do mercado em função da alta produção. Hodiernamente, no Brasil, um dos principais públicos-alvos das empresas são as crianças, senda elas facilmente induzidas a compra de produtos anunciados. Dessa forma, é incontestável que a publicidade infantil é prejudicial ao indivíduo em formação, por estimular o consumismo e desequilíbrios sentimentais e comportamentais na infância.
De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, na contemporaneidade a alegria está idealizada no propósito do consumo. Sob tal ótica, as propagandas direcionadas ao público infantil criam uma necessidade que só será satisfeita com a compra, assim, desenvolvendo uma personalidade consumista. Nesse sentido, é evidente que essa estratégia comercial impacta negativamente a infância do indivíduo, estimulando uma mentalidade escassa de senso crítico em relação ao mercado. Outrossim, é válido ressaltar que a publicidade infantil cria um âmbito social de julgamento que, consequentemente, desenvolve hábitos danosos à construção pessoal. Por não possuir determinado produto em tendência, a criança sofre uma desaprovação das outras, e com isso, apontam os pais como responsáveis por essa exclusão, ocasionando conflitos no meio familiar. Desse modo, é indubitável que, a divulgação de produtos e serviços direcionados à menor idade, prejudica emocionalmente e psicologicamente a criança, promovendo sentimentos e atos frequentes de ira, frustração e tristeza.
Logo, fica nítido que a publicidade infantil é prejudicial ao indivíduo em formação. Destarte, para que haja a atenuação dessa conjuntura, é necessário que o Governo Federal do Brasil estabeleça horários e faixas etárias para os anúncios que são, principalmente, veiculados pela televisão e por plataformas digitais como o Youtube. Além disso, a família e as instituições de ensino devem promover campanhas educacionais sobre o consumo consciente e a igualdade social, por meio de palestras ministradas por professores e pais, a fim de desenvolver o juízo de valor e uma capacidade intelectual mais equilibrada ao longo do tempo. Por conseguinte, tais ações contribuíram para que as crianças deixem de serem objetos dos interesses mercadológicos originados no século XVIII.