ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 01/09/2020
É inegável que a publicidade infantil continua a ser uma tema controverso no Brasil contemporâneo. Certamente, é notório que a veiculação inconsequente desse tipo de conteúdo pode afetar, posteriormente, a criança por ainda não ter completado pleno desenvolvimento. Dessa forma, a publicidade infantil pode tornar o jovem suscetível ao consumismo e prejudicar a formação do próprio senso crítico. Logo, faz-se necessário que o Poder Público promova medidas que visem o resguardo da integridade e julgo do indivíduo infanto juvenil.
É importante pontuar, de início, que a exposição precoce e não supervisionada à propaganda pode fomentar o consumismo e, futuramente, danar o indivíduo. Sem dúvidas, isso fica evidente ao visualizar o pensamento explanado pelo filósofo iluminista John Locke, que argumentava que o homem nasce como uma folha em branco, dessa maneira, sofrendo influencia do meio em que vivera e informações que absorvera. Nesse sentido, percebe-se que a publicidade infantil pode facilmente influir no comportamento da criança e em sua formação, tendo em vista que ela ainda sofre muita influência do meio em que está inserida e das informações que absorve, podendo, no futuro, tornar-se alguém consumista e pouco criterioso.
Vale ressaltar, também, que a publicidade infantil consumida sem nenhum tipo de orientação ao jovem pode afetar sua capacidade crítica e acarretar males à formação de seu senso crítico. Por certo, o cérebro humano encerra seu amadurecimento apenas a partir dos 20 anos, desse modo, anterior a essa idade, o indivíduo ainda permanece em desenvolvimento e está vulnerável a representações errôneas. Nessa perspectiva, existe a necessidade de o consumidor compreender o que há por trás da propaganda divulgada, todavia, o conteúdo publicitário infanto juvenil pode fragilizar o senso crítico do jovem e prejudicá-lo na fase adulta.
Portanto, é notável que ainda existem controvérsias em relação a publicidade infantil no Brasil. Em suma, cabe ao Ministério da Educação promover a criação de uma campanha acerca do consumo consciente e o criticismo em relação à propaganda, deverá ser veiculada em escolas por meio de palestras. Afim de sensibilizar as crianças e jovens acerca desse tema, dessa maneira, proporcionando a criação de um senso crítico. Somente assim, poderá ser instaurada a propaganda infantil segura no Brasil.